Vereadores e funcionários da usina durante a reunião - Foto: Eder Gonçalves
Vereadores e funcionários da usina durante a reunião – Foto: Eder Gonçalves

A Câmara de Vereadores e o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Açúcar, Etanol e Bioenergia de Dourados se reuniram no plenarinho, na manhã desta sexta-feira (9), para traçar estratégias e evitar o fechamento da Usina São Fernando. A falência foi decretada ontem (8) pelo juiz da 5ª Vara Cível de Dourados, Jonas Hass da Silva Junior, e caso a indústria feche, quase dois mil trabalhadores ficarão sem emprego, causando “caos social” no município.

A vereadora e presidente da Casa de Leis, Daniela Hall (PSD), abriu a reunião manifestando o apoio aos trabalhadores. “Fomos surpreendidos com o decreto de falência. Estamos de portas abertas para ajudar os trabalhadores e vamos tentar sensibilizar mais autoridades, para unir forças”, comentou.

Mesmo com o decreto de falência, a usina continuará funcionando normalmente, por tempo indeterminado. “A empresa em atividade irá atrair mais investidores, o mais rápido possível”, assegurou Daniela. Conforme o presidente do sindicato, Donizeti Aparecido Martins, mais de quatro mil pessoas, de forma direta e indireta, perderão seus empregos, caso a usina chegue a fechar as portas. Ainda lembrou que Dourados não receberá R$ 10 milhões, arrecadados mensalmente, do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) da indústria.

O vereador Braz Melo (PSC), presidente Comissão de Indústria, Comércio e Turismo, participou da reunião e afirmou que ficou assustado com a decisão e está preocupado com as consequências da falência da usina. “Dourados, os fornecedores e os trabalhadores serão afetados. Ou seja, a quantidade de pessoas prejudicadas será grande, por isso precisamos tentar reverter isso”, apontou.

A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rose Anne Vieira, lembrou sobre a força da usina para a economia e desenvolvimento de Dourados, assegurando que a administração da cidade está sensível com a situação. “Temos que fazer algo para minimizar as consequências e tentar blindar o nosso município de um caos”, explanou Rose.

Daniela ressaltou que a falência pode ser revertida, caso as autoridades políticas e empresas de Dourados unam forças. “Temos um longo caminho para percorrer”, completou.

Por fim, a presidente da Casa reconheceu a preocupação da Câmara com a usina e disponibilidade para mediar o conflito. “Como a decisão cabe recurso, vamos aguardar, mas estamos à disposição do sindicato. Vamos estreitar laços e tentar mediar o conflito”, destacou.

Os vereadores Madson Valente (DEM), Junior Rodrigues (PR) e Cido Medeiros (DEM) participaram da reunião.