A Raposa não tem nenhum problema médico no grupo e todos os jogadores podem entrar em campo contra os Argentinos, pela decisão da vaga nas semifinais da Libertadores

O fim da temporada se aproxima e algo pouco comum pode ser constatado hoje no Cruzeiro. Graças ao empenho da diretoria, que não tem medido esforços em fazer investimentos de melhoria, e também à competência dos profissionais que trabalham no Clube, hoje o técnico Mano Menezes e sua comissão técnica têm à disposição todos os atletas do plantel.

O resultado de um departamento médico vazio é oriundo de várias vertentes, mas se dá especialmente pela soma de forças promovida pela gestão presidida por Wagner Pires de Sá, que tem procurado cada vez mais aumentar o nível de excelência apresentado pelo Cruzeiro dentro e fora de campo.

Chefe do DM cinco estrelas, o médico Sérgio Campolina pontua que todo o planejamento feito pela diretoria para o C.A.R.E. (Centro Avançado de Reabilitação Esportiva) no início do ano vem sendo cumprido à risca, e que mesmo em uma época delicada da temporada, os atletas cruzeirenses estão em condições satisfatórias neste momento de jogos decisivos e de altíssima intensidade em sequência.

– Agora a gente fala que a dor de cabeça é do Mano, porque estamos chegando numa época (final de setembro, início de outubro) clássica de alto índice de lesões, com uma média, por clube, de oito a dez atletas em departamentos médicos. Estamos fechando o mês de setembro sem jogadores no nosso departamento. Todo o plantel está à disposição da comissão técnica, inclusive os atletas que vieram de cirurgia, como o Fred. Isso mostra que toda a ideia da diretoria lá no princípio do ano, de se investir em prevenção, realmente funciona. Investimento em tecnologia, em gestão de saúde, tudo funciona. Lesões de traumas acontecem, mas mesmo elas, com o trabalho físico, de fortalecimento e funcional do dia a dia, também tiveram um decréscimo nos índices, destacou Campolina.

O médico estrelado reforça que o esforço da diretoria tem sido fundamental para o trabalho do setor e que o monitoramento por parte do vice-presidente de futebol Itair Machado tem sido constante, sempre na busca por aprimorar cada vez mais a estrutura e o trabalho na Toca da Raposa 2.

– Reitero: o investimento em tecnologia funciona. O mais interessante é que a diretoria está sempre buscando conosco novas maneiras de melhorar o que já temos hoje. Nesta segunda (1º de outubro) mesmo tivemos uma reunião com o Itair Machado, o Marcelo Djian e o Mano Menezes, na qual foram discutidas algumas coisas que podem ser feitas ainda nesta temporada. Nenhum de nossos investimentos foi subutilizado. Pelo contrário. Às vezes temos até excesso de atletas querendo utilizar os novos aparelhos que adquirimos, não apenas por indicação nossa. Os próprios jogadores buscam por essas tecnologias porque percebem que elas têm auxiliado no rendimento deles. Chegar ao mês de outubro, com os atletas com o grau de disposição em que eles estão, não é à toa. Foi uma ideia que valeu a pena ter investido. Temos muito o que caminhar ainda, mas já estamos colhendo bons frutos, reconhece o médico da Raposa.

Campolina destacou, ainda, que o trabalho realizado por toda a comissão técnica tem sido primordial para o aproveitamento dos jogadores, especialmente em relação à dosagem da carga de trabalho e do rodízio de atletas, que vem sendo promovido desde o início do ano, com o intuito de encarar da melhor forma possível o pesado calendário do futebol brasileiro.

– Esse pensamento não é apenas um achismo. O controle de carga é fundamental. Sabemos que a torcida e nós do meio do futebol queremos que sempre jogue o ‘time ideal’ em sua melhor condição. Mas o que vale mesmo é ter o time disponível nas horas decisivas, como neste momento de mata-mata. Talvez se essa conduta não tivesse sido tomada, um ou outro atleta teria ficado pelo caminho e estaria de fora nesse momento decisivo. Então, esse raciocínio funciona e é eficaz. Muitas vezes a cobrança é grande, mas é fundamental para que nosso time tido como principal esteja disponível nos momentos decisivos, ressaltou Sérgio.

Em meio à grandes decisões, o Cruzeiro encara na quinta-feira, 4 de outubro, o Boca Juniors, pela fase quartas de final da Copa Conmebol Libertadores. Nas duas semanas seguintes, a Raposa terá ainda as finais da Copa do Brasil diante do Corinthians, dias 10 e 17 de outubro.

Do Lance!