• Por Gilclér Regina 

Não quero ser interpretado como “aproveitador de plantão” quando o assunto do momento, em todos os lugares, chama-se: Coronavírus.

Quero também esclarecer de início que não sou especialista nem médico nem de economia ou política.

Bem, meu trabalho há trinta anos é o de treinador de pessoas, carreiras, empresas, mundo dos negócios e alta performance na liderança e resultados.

E, sem ser especialista, me atrevo a perceber o que acontece com esta pandemia, principalmente lá fora e tentando traçar um paralelo com o nosso país.

Vejo que o ciclo da doença na China levou 90 dias. Se o mesmo valesse para o Brasil, eu diria que agora que estamos em março, em junho a coisa já estaria se estabilizando.

Porém, analisando os dois países, sabemos que a China tem muito dinheiro, tem poupança, tem tecnologia e tem uma lei rigorosa que quando diz “fronteira fechada”, meu amigo, é mesmo fronteira fechada. Também sabemos que eles tem que alimentar quase 1,5 bilhão de pessoas e não estou aqui fazendo teoria da conspiração para achar que ela está levando vantagem nisso tudo.

Quero falar sobre os hábitos brasileiros e algo que trabalho há 30 anos, treinamento para mudar hábitos. Não estou apenas me referindo aos hábitos de pessoas calorosas que se cumprimentam com beijos e abraços. Quero me ater a mudança radical de hábitos e quando necessário, ter uma motivação coletiva de mudança.

Não dá para falar em escola fechada, teatros, shoppings e as praias lotadas de gente. Tem-se a impressão que uma boa parte da população encara isso como um, digamos, “período de férias”.

Precisamos ser mais responsáveis. Há pouca diferença entre as pessoas, mas essa pequena diferença faz uma grande diferença. A pequena diferença é uma atitude. A grande diferença é se ela é positiva ou negativa.

Neste momento, não é hora de ter “fogo amigo”, atirando nas pessoas da própria trincheira. Todo segmento de poder, neste momento, tem que se unir. Não é hora de discutir situação e oposição. É hora de salva sua vida sabendo que salvando a sua está salvando a do outro e essa corrente do bem salva o nosso país e o mundo.

Quando falamos de hábitos, nos referimos inclusive aqueles que ganham e outros que reclamam. Tudo está centrado em hábitos e atitudes. Tudo. Sua saúde, seu relacionamento, sua carreira, seu trabalho, seus negócios. O que tem que acabar é com preconceito sobre o novo, pois geralmente somos resistentes a ele.

E quando falo que somos resistentes, não é somente a uma doença, uma virose coletiva, uma pandemia, mas também a coisas novas de mudança de tecnologia, de novos aplicativos, de mau uso deles, de deterioração de relacionamentos pelo mau uso da tecnologia, de não perceber o que é essencial e importante e não apenas acidental (eu chamo acidental aqui o vírus).

Mas também entendo que o medo mata mais. Alguém com síndrome do medo toma decisões errados, remédios errados que transformam-se em veneno.

Lembro-me de uma fábula que conta que o rei recebeu a visita da “peste” e esta negociou com o rei que levaria apenas 100 dos seus súditos. Mas o rei ficou sabendo pelas alarmantes notícias que haviam morrido 5 mil de seus súditos. Então o rei foi furioso debater com a “peste” dizendo que a mesma não cumpriu o trato de levar apenas 100 de seus súditos.

Ela então respondera ao rei que levara apenas 100 de seus súditos e que os outros 4.900 súditos morreram de medo.

Coloco isso para lembrar que uma histeria coletiva neste momento não ajuda em nada. O que ajuda é cada um cumprir com a sua parte para não arruinar o mundo. E, mais do que o medo, vamos a ação, vencer com responsabilidade, serenidade, com fé e arregaçar as mãos para aquilo que precisa ser feito.

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

  • Gilclér Regina

É escritor e palestrante profissional.
PALESTRAS: 
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Deputado Zé Teixeira