Reunião de lançamento do Programa - Divulgação
Reunião de lançamento do Programa – Divulgação

ACICG, Sedesc, Uniderp, UFMS e Associação dos Moradores da Chácara das Mansões estão empenhadas em profissionalizar a produção de pequenos agricultores da Capital

A Colônia de Férias da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) sediará hoje, dia 26, às 19h, a reunião que oficializará a cooperativa de agricultores familiares do Programa Rota do Sabor. Formada por produtores de hortifrútis da região da Chácara da Mansões, a cooperativa será incubada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e contará com o curso de Agronomia da Uniderp prestando apoio técnico para produção.

Localizada em uma região de fácil acesso aos produtores, a Colônia de Férias será a sede provisória da cooperativa. “Por estarmos tão próximos dessas famílias, temos a responsabilidade de ajudar a desenvolver os negócios que sustentam a região. Queremos inovar o setor produtivo de Campo Grande, por meio da profissionalização desses pequenos produtores rurais, e como boa parte da produção será absorvida pelo município, isso vai garantir que o dinheiro circule na Capital, movimentando nossa economia e ajudando essas famílias de produtores a prosperarem”, contribui o presidente da ACICG, João Carlos Polidoro.

Além da formalização da cooperativa, na reunião desta segunda-feira (26) será definida a linha de produção de cada propriedade participante. “Os produtores estão muito animados, especialmente porque, além de abastecerem a rede municipal de ensino de Campo Grande, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar, eles terão a oportunidade de vender sua produção no pavilhão reservado à agricultura familiar, dentro do CEASA, e ainda haverá a possibilidade de fornecerem para a Universidade Federal, e comercializarem para outras regiões dentro e fora do estado. Alguns produtores já estão se organizando, inclusive, para aumentarem as produções de peixe e frango caipira para abastecerem o município”, conta o economista-chefe da ACICG, Normann Kallmus.

Na última reunião realizada no dia 19 de junho, mais de 40 produtores das 13 propriedades que integram o programa receberam informações de como funcionará a cooperativa. “A incubadora da UFMS dará suporte técnico, administrativo e jurídico à cooperativa, e o curso de Engenharia de Produção participará ensinado a aumentar o valor agregado dos produtos. Os associados terão direito à atendimento médico-odontológico, também propiciados pela Universidade Federal”, lembra o economista.

Rota do Sabor – O Programa Rota do Sabor foi lançado no dia 02 de junho, e é realizado por meio da parceria entre a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedesc), universidade Uniderp, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e a Associação dos Moradores da Chácara das Mansões (AMCM). Criado com o objetivo de organizar a produção rural do município, o programa pretende reduzir a evasão de Produto Interno Bruto (PIB), e especialmente gerar emprego e renda no campo.

Parceira do programa, a Uniderp prestará assistência técnica a 13 propriedades, por meio do curso de Agronomia. “Neste primeiro momento, acadêmicos e professores realizarão a análise de solo das propriedades, um serviço que permite conhecer em detalhes e as características do terreno e com isso direcionar as decisões para melhorar a produtividade, como exemplo na escolha do adubo e que quantidade deve ser aplicada. Vamos acompanhar a produção de hortifrúti até o momento da colheita, orientando sobre como tornar as atividades da agricultura familiar ainda mais sustentáveis”, explica a coordenadora de Agronomia da unidade Agrárias, Graziella Ribeiro Brum.

O economista-chefe da ACICG, Normann Kallmus reforça a importância do programa para a economia de Campo Grande. “Atualmente a produção agrícola do município é responsável por menos de 4% dos volumes comercializados na CEASA. O resultado é que, se considerarmos somente os 11 produtos mais importantes, estamos comprando de outros estados o equivalente a R$200 milhões por ano. Para que se tenha a dimensão do problema, o PIB do agronegócio em 2016 foi de R$220 milhões, ou seja, poderíamos quase dobrar o PIB do setor primário se houvesse produção local”, afirma.

​​Luiz Fernando Buainain, secretário do Desenvolvimento Econômico e de Ciência e Tecnologia de Campo Grande, disse que o Rota do Sabor pode ser expandido para outras regiões da cidade. “Esse será o projeto piloto, que desenvolverá o conceito para ser expandido pelo município, visando inicialmente o mercado local e depois, o excedente para industrialização.​ Existem vários projetos em torno desse mesmo tema que serão colocados em funcionamento a partir do evento do dia 2. Entre as próximas regiões a serem avaliadas para participar do programa estão os distritos de Anhanduí e Rochedinho”, colaborou.