Após passar um longo período de muita inquietação política, o turismo foi afetado na maioria dos países

A América Latina passou por momentos tensos e de muita instabilidade política e econômica em 2019. Tal conjuntura influencia praticamente todos os setores, incluindo os da economia e do turismo.

Facilidades como comprar passagem de ônibus on-line podem não ser mais tão acessíveis a todos. Confira como alguns países estão lidando com o turismo nos primeiros meses do ano e as expectativas para o futuro:

Chile

O país vive a pior crise política desde o fim da ditadura imposta por Augusto Pinochet, em 1990. Foram dezenas de manifestações envolvendo confrontos com a polícia desde 18 de outubro do ano passado. Houve 30 mortes e milhares de feridos.

Apesar das baixas expectativas após números assustadores e queda de 50% no número total de reservas de viagem, a situação vem se normalizando. O país até recebeu, pela quarta vez em sua história, o prêmio de melhor destino verde do mundo, na cerimônia World Travel Awards.

Equador

O país passa por momentos tensos, tendo protestos violentos há quase quatro meses. Tudo se iniciou após o presidente Lenín Moreno revogar o Decreto 883, que extinguiu o subsídio estatal aos combustíveis, causando aumento dos preços.

A reação foi imediata, com manifestações violentas nas ruas, com mais de 500 pessoas com ferimentos graves. A economia do país foi afetada em quase US$ 800 milhões e, por consequência, o turismo também foi prejudicado.

Peru

Depois de Martin Vizcarra ter diluído constitucionalmente o Congresso, alegando bloqueios nas reformas anticorrupção, em setembro, a nação passa por intensa crise.

É a primeira vez em mais de dois séculos que não serão realizadas as eleições presidenciais, e sim apenas as legislativas — ocorridas no dia 26/01.

Com um parlamento fragmentado e presidente enfraquecido, a tendência é que a economia tenha um baixo crescimento, gerando poucos frutos no âmbito turístico.

Argentina

Nossos vizinhos passam por período de grande crise econômica e política. Após o novo presidente, Alberto Fernández, assumir o comando do país em 10 de dezembro, o principal objetivo é negociar a enorme dívida com o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Em recente medida, as passagens aéreas dos argentinos para o exterior serão taxadas em 30%, consequentemente, diminuindo o fluxo de turistas.

Colômbia

Apesar das polêmicas envolvendo o ressurgimento e fortalecimento das Farc, o país foi eleito como o principal destino da América do Sul pela World Travel Awards.

Bogotá é a melhor cidade para reuniões e conferências; Cartagena, para luas de mel; Cali, a principal em cultura da região.

Bolívia

Após a renúncia do presidente Evo Morales, que ficou 13 anos no poder, o país entrou em um período de instabilidade e agitação política. Recentemente, o ex-presidente ainda confirmou sua candidatura ao Senado.

Graças à incerteza acerca dos rumos da economia boliviana, o turismo tende a “esfriar” e sofrer grande queda.

Paraguai

Finalmente, houve um ponto final no polêmico acordo energético com o Brasil. O Paraguai comprará mais energia em 2020 e o preço já foi definido e se manterá inalterado.

Como se trata de uma boa e tranquilizadora notícia, a expectativa é que o turismo cresça no país.

Venezuela

Fechando 2019 com uma inflação de 9.585,5%, a economia vai de mal a pior na Venezuela. Além disso, seu PIB caiu pela metade nos últimos sete anos. Para piorar a situação, mais de 4,5 milhões de venezuelanos deixaram o país, que vive a pior crise de sua história.

Não é preciso dizer que o turismo do país foi muito prejudicado, afastando os visitantes por conta da incerteza política e econômica.

Governo de MS - IPVA