Dados pessoais estão cada vez mais expostos no ambiente digital

A cada dia, o debate sobre privacidade nas redes aumenta. Desde 2010, os dados dos usuários têm sido usados para campanhas políticas e publicitárias, além de possíveis fraudes. O assunto entrou em foco em 2013, quando Edward Snowden expôs o esquema de vigilância em massa, realizado por agências de inteligência americanas e britânicas. O processo foi facilitado por empresas como Facebook e Google, detentoras de inúmeras informações pessoais.

A discussão acontece, pelo menos, desde 1980, e algumas vezes não é claro entender qual o nível de acesso que terceiros possuem em relação à privacidade dos seus dados. No entanto, algumas técnicas podem ajudar na prevenção de possíveis vazamentos.

Veja abaixo dicas para manter as informações seguras na rede.

Tenha senhas fortes

Apenas em 2019, mais de 1,1 bilhão de pessoas tiveram seus dados como o endereço de e-mail comprometidos, de acordo com Troy Hunt, diretor da Microsoft e especialista em segurança digital. Destes, 770 milhões de endereços de e-mail foram vazados no maior vazamento já registrado, chamado de “Coleção #1”. Usuários de mais de dois mil serviços digitais foram afetados, incluindo o LinkedIn.

Por isso, ter uma senha forte e que não se repete em outros serviços é importante. A Avast Software, empresa de soluções e proteção digital, listou algumas formas de escolher uma boa combinação:

  • Não é recomendado usar sequências numéricas como “12345”, nem a palavra “senha”, nem informações pessoais como data de aniversário ou nome. Escolha fazer senhas longas, que misturem letras maiúsculas e minúsculas e possuam caracteres especiais, como !, # e *.
  • A empresa também ensina a criação de senhas através de palavras que não contenham ligação específica, como “LivroCarroCadeiraRelógio”.
  • Também há a opção de criá-la com as primeiras duas letras das palavras encontradas em uma frase.

O Centro Nacional de Segurança Digital do Reino Unido divulgou em 2019 uma lista com as senhas mais comuns. São elas: abc123, qwerty, senha, 111111, 12345678, entre outras no mesmo estilo.

Fazer a autenticação em dois fatores também é importante, já que, mesmo com a senha, a pessoa deverá utilizar uma combinação numérica gerada aleatoriamente e disponível por pouco tempo. Facebook, Instagram, Twitter e Google já possuem a ferramenta.

Navegação anônima

Mesmo que o Google Chrome ofereça a navegação anônima, ela não é uma garantia de segurança para o usuário. Isso porque, deste modo, apenas o histórico de pesquisas não será salvo nos computadores e notebooks, mas os servidores e sites ainda conseguirão ter contato com as informações pessoais fornecidas no acesso.

Para ter uma navegação segura e anônima, outros métodos são eficazes e seguros. O sistema VPN (Virtual Private Network, ou Rede Virtual Privada) é um deles, já que ele encripta os dados do usuário, escondendo sua real identidade e entregando uma “máscara” ao site acessado. No entanto, o recomendado é utilizar um serviço pago de VPN, já que eles são transparentes ao mostrar às pessoas o caminho percorrido por seus dados.

Outra alternativa é o navegador Tor, que é muito utilizado por quem deseja o anonimato nas redes. Ele cria uma longa rota, com três “computadores fantasmas”, até que os dados cheguem ao site de acesso. No caminho, as informações são encriptadas e, por isso, o navegador tende a ser mais lento que os demais.

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