Brasil é o 2º país da América Latina com mais golpes no cartão de crédito, de acordo com o Banco Central

O aprimoramento da tecnologia e a praticidade em seu uso facilitaram a aplicação de fraudes online. Em uma pesquisa realizada pelo Serasa, 72% dos negócios digitais tiveram prejuízos decorrentes de fraude em suas transações em 2018 e o Brasil apareceu 17 pontos acima da média encontrada no estudo.

A fraude é entendida como qualquer conduta de má-fé que cause prejuízos a outras pessoas ou empresas. De acordo com um levantamento realizado pela consultoria KPGM, as empresas podem perder até 5% de seu faturamento por causa das fraudes.

O estudo avaliou o perfil dos fraudadores e constatou que 20% deles disponibilizam informações falsas via e-mail ou plataforma, 3% tiveram acesso aos sistemas computacionais sem permissão, 24% criaram informações falsas nos dados contábeis.

Destes crimes, 24% não poderiam ser feitos sem a presença da tecnologia, mas já existem formas de combate a essas práticas. O governo e as instituições privadas tentam se movimentar para criar empecilhos para as fraudes.

Fraudes no cartão de crédito

Segundo uma pesquisa realizada pelo Banco Central, o número de reclamações por “irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços” relacionadas a cartões de crédito foi de 5.982 em 2019. Isso representa um aumento de 28,2% em relação a 2018.

Nesses casos, os fraudadores usam bots que tentam adivinhar combinações dos cartões e fazer diversas compras online. Assim, se a vítima percebe e cancela as compras com o banco ou com a fintech, o prejuízo fica com o lojista, que possivelmente já pode ter enviado os produtos.

De acordo com Adriana Umeda, diretora de risco da Visa, em entrevista ao Valor Investe, as próprias instituições podem perceber que as transações são “atípicas” e entrar em contato com o consumidor.

“O risco financeiro é do e-commerce. Quando o prejuízo é muito relevante, a loja pode montar dossiês, de maneira independente, com informações do momento da compra para que ela possa se defender quando for solicitado o estorno, mas nem sempre vale a pena”, afirma Adriana.

Para os donos de e-commerce, existem empresas especializadas em técnicas antifraude para proteger o negócio.

Como se proteger 

Há várias formas de driblar as fraudes na internet. Ter cuidado com as senhas e os dados pessoais divulgados ou cadastrados em sites desconhecidos e não clicar em e-mails suspeitos pode ser um caminho. Além disso, trocar as senhas de com frequência e não repeti-las em mais de um lugar também pode ajudar.

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