Com consultorias do Senai, empresas economizam e adequam-se à legislação ambiental

Inflex de Dourados conquistou, por meio do Programa Senai de Gestão Ambiental, o Selo Verde em Ecoeficiência - Assessoria
Inflex de Dourados conquistou, por meio do Programa Senai de Gestão Ambiental, o Selo Verde em Ecoeficiência – Assessoria

O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta segunda-feira (05/06), traz à tona o conceito de “ambientalmente correto”, que já chegou a soar como difícil e oneroso para o setor industrial, mas que agora ganha destaque graças ao trabalho do Senai, passando a integrar a cultura das empresas. Preocupadas em produzir com eficiência e eficácia, os empresários entendem que o desperdício, nas suas mais variadas vertentes, é que realmente onera a produção e passaram a investir em gestão ambiental para economizar e manter-se em conformidade com a legislação ambiental vigente.

Imagine uma indústria de transformação de embalagens plásticas, por exemplo. Ela compra a matéria-prima bruta, um tipo de resina, e transforma em embalagens flexíveis para variados produtos. Trata-se de uma indústria “seca”, que não gera resíduos líquidos, um dos “problemas ambientais” mais recorrentes em indústrias. Porém, consome muita energia elétrica e, caso a produção não seja gerida de maneira eficaz, as contas vão parar nas alturas.

É o caso da Inflex, indústria de embalagens plásticas com sede em Dourados (MS), que consome energia elétrica equivalente a duas mil casas e, desde 2011, conta com o auxílio do Senai para implantação de programas de diagnóstico e gestão ambiental que, entre diversas outras vantagens, reduziu custos e perdas de maneira significativa. O diretor-administrativo da empresa, Cesar Augusto Scheide, explica que a economia se deu de forma geral, desde energia elétrica e água até gerenciamento de resíduos e redução de desperdício.

“Nossa primeira parceria com o Senai no tocante a projetos ambientais foi entre 2011 e 2012, com o Carbono Zero. Fizemos o diagnóstico de emissões de gases de efeito estufa e o resultado representou um marco para a Inflex, que comemorava 20 anos de existência na época. Mais recentemente, em 2015, por meio do PSGA (Programa Senai de Gestão Ambiental), conquistamos o Selo Verde em Ecoeficiência. Somos auditados anualmente em todos os aspectos ambientais, com critérios cada vez mais rigorosos, e temos orgulho de manter o status desde então”, relatou o empresário.

Adequação

O gerente do Senai Empresa, Rodolpho Caesar Mangialardo, esclarece que a instituição busca a adequação ambiental para a indústria visando redução de custos com otimização do uso de matéria-prima, água e energia, oportunidades de minimização de desperdícios com redução, reuso ou reciclagem dos resíduos, e melhorias na gestão ambiental com planejamento e organização dos aspectos ambientais relacionados ao setor produtivo.

“O Senai Empresa apoia as indústrias para que busquem cada vez mais soluções com o objetivo de usufruir dos benefícios de um alto desempenho ambiental. O PSGA conta com equipe especializada e oferece consultorias em serviços pelo PSE (Programa Senai de Ecoeficiência) e pelo Programa Senai de Logística Reversa”, explicou Rodolpho, ressaltando que as consultorias atendem as necessidades das empresas no que tange, por exemplo, ao licenciamento ambiental, monitoramento ambiental, implantação de metodologias de produção mais limpa, outorga de recursos hídricos e plano de gerenciamento de resíduos sólidos.

Segundo o diretor-regional do Senai, Jesner Escandolhero, a instituição tem como compromisso oferecer às indústrias soluções tecnológicas em diversas áreas. “No que se refere ao meio ambiente, nós acreditamos que as indústrias chamadas ‘sustentáveis’, antes de tudo, devem ter o compromisso de desenvolver projetos sustentáveis, como por exemplo a redução de insumos para produção de matéria-prima, e diversos outros projetos que visem impactar positivamente toda a comunidade no entorno, bem como o mercado consumidor”, disse.

Avanço ambiental

Já o presidente da Fiems, Sérgio Longen, considera que o avanço ambiental percebido nos últimos anos provém de duas frentes: a primeira é a legislação e a segunda é a tomada de decisão dos próprios empresários. “O que vemos hoje, em grande parte, são as empresas superando as expectativas dos órgãos fiscalizadores. O Sistema Fiems reconhece a importância de oferecer produtos que otimizem a relação das empresas com o meio ambiente e de criar ferramentas que possam ser facilmente utilizadas pelos empresários”, reforçou.

Ele completa que o Senai tem realizado programas importantes em parceria com o próprio Governo do Estado, como a Gestão de Logística Reversa, ancorada na Lei de Resíduos Sólidos, e o PSE, mais conhecido no meio empresarial como Selo Ambiental do Senai, que é são ferramentas importantes à disposição das empresas. “O Selo Ambiental do Senai, uma iniciativa da Fiems e Governo, já beneficiou 23 indústrias, ampliando o percentual do incentivo fiscal concedido pelo Estado e atestando a eficiência ambiental dessas empresas”, enumerou.

Sérgio Longen completa que, infelizmente, a concessão dos selos ambientais tem enfrentado dificuldades por parte do Governo, que, mesmo com compromisso firmado com o setor, não tem autorizado a sua liberação. “Porém, independentemente disso, as indústrias têm cumprindo com a parte delas”, pontuou, destacando que o Selo Ambiental do Senai já é bastante conhecido pelos empresários e, de tão importante, o Sistema Fiems disponibilizou o Observatório Socioambiental do Sesi em Bonito (EcoSesi Bonito) para complementar a entrega dessa certificação ambiental.

“Cada vez mais, temos que evoluir na direção de medidas que façam com que as empresas tenham essa preocupação ambiental. Uma prova disso é que agora para 2017 o projeto de energia fotovoltaica, uma iniciativa piloto que nós realizamos com o Sesi e agora vamos estender para todas as empresas, com grau completo de informações e assistência para que elas possam avançar nessa direção. É muito importante para todos nós que defendemos a indústria e, mais do que isso, defendemos o desenvolvimento do Estado com controle socioambiental”, finalizou o presidente da Fiems.