Centro de Controle de Zoonoses confirma oito casos somente este ano, contra 21 casos durante todo o ano – Foto: Assecom

Apesar de o município estar no nível de baixa incidência de casos de dengue, a Prefeitura de Dourados, por meio do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), alerta para prevenção da doença. O período de calor e chuvas constantes é considerado ideal para reprodução do Aedes aegypti, mosquito vetor da doença. Por conta disto, o número de imóveis notificados com irregularidades aumentou no município na semana anterior.

Dourados conta com oito casos confirmados de dengue. A coordenadora aponta que o número é significativo, já que durante todo o ano de 2018, forma 21 os casos confirmados.

Trabalho dos agentes ‘casa a casa’, com apoio também das denúncias pela população de pontos com acúmulo de lixo e possíveis focos do mosquito, culminou na notificação de 521 imóveis.

De acordo com a coordenadora do CCZ, Rosana Alexandre da Silva, o número de notificações cresceu significativamente, já que na semana de 27 de janeiro a 02 de fevereiro, o total foi de 120. De 20 a 26 de janeiro, o total foi de 156.

“O trabalho intenso e os mutirões identificaram irregularidades. Encontramos imóveis e terrenos com aspecto de abandono, com lixo descartado a céu aberto e acúmulo de água. Até mesmo piscinas em situação crítica. Pedimos que os populares tomem mais cuidados, em especial os que estão deixando as casas para viajar. O descuido pode gerar mais casos da dengue, doença com a qual não se brinca e que pode levar à morte”, lembrou.

Nesta quinta-feira (14), ações se concentram no Jardim Flórida e no Jardim Europa. Os mutirões são constantes e incluem também o serviço de ‘fumacê’.

Ações educativas também têm sido realizadas. Recentemente, atividade na Unidade Básica de Saúde da Vila Vieira envolveu funcionários e populares.

O CCZ ressalta que a melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a reprodução do mosquito transmissor da doença. O recolhimento de embalagens dos quintais, como copos plásticos, tampinhas de garrafas, pneus velhos, sacos plásticos, entre outros, é necessário para contribuir na prevenção.

Imóveis não habitados e terrenos em condições que notavelmente são atraentes para o mosquito da dengue devem ser denunciados ao CCZ, para que os agentes façam vistoria.

Conforme Lei 3.965, chamada “Lei da Dengue”, de fevereiro de 2016, que dispõe sobre o “controle e prevenção da febre amarela, da dengue, zika vírus e chikungunya e demais vetores de doenças e zoonoses no âmbito do Município de Dourados”, imóveis com irregularidades cabem a aplicação de multa no valor de R$ 400 por foco, no caso de imóveis residenciais. Já no caso de terrenos baldios, o valor sobe para R$ 600,00 e nos imóveis comerciais, industriais e órgãos ou entidades públicas, R$ 800,00 por foco encontrado.

A Lei prevê também que, independente de ser localizado foco do mosquito, a presença de entulhos, objetos que podem se transformar em criadouros ou a sujeira do imóvel, pode também gerar multas e, nesse caso, para imóvel residencial o valor é de R$ 800; em terrenos baldios, de R$ 1,3 mil e em empresas e indústrias, de R$ 1,6 mil.

O telefone para contato do CCZ é: 3411-7753.