Audiência Pública realizada na Casa de Leis foi proposta pelo vereador Elias Ishy – Foto: Thiago Morais

Movimento quer formalização de Coordenadoria e Conselho LGBT+ em Dourados

Uma Audiência Pública sobre os “Direitos LGBT+” foi realizada em Dourados marcando o Dia Mundial contra a LGBTfobia – 17 de maio. Desde o processo de construção do evento com a comunidade resultaram em várias reivindicações do movimento.  “A atividade foi muito boa em minha avaliação”, afirmou o vereador Elias Ishy (PT), propositor do evento.

As demandas apresentadas passam pela criação de políticas públicas voltadas a esta população, como a formalização da Coordenadoria e do Conselho Municipal, além da inclusão da Parada LGBT no calendário oficial do município. O parlamentar afirmou que realizará os encaminhamentos, apresentando Projeto de Lei e indicando à prefeitura a efetivação dos demais pedidos em curto e longo prazo.

Entre eles, estão ainda medidas de combate à violência Lgbtfóbica, pela igualdade de direitos no acesso à saúde, educação e cultura, lembrando que a expectativa de vida de uma travesti, por exemplo, é de 35 anos para 75,8 anos dos brasileiros; investimento em pesquisas, produção e valorização da cultura LGBT+; disseminação de uma cultura despatologizante a respeito dos gêneros e sexualidades dissidentes;  abertura de espaços de conversação sobre preconceito contra LGBT+ nas religiões e incentivo às práticas da intelectualidade e do desporto.

Uma grande preocupação também entre as participantes foi quanto ao mercado de trabalho. Primeiro pela capacitação dos profissionais dos serviços públicos para atendimento adequado do público LGBT+ e segundo pela própria capacitação e constituição de parcerias para criação de oportunidades dignas para pessoas LGBT+, principalmente as transexuais – pela qual cada pessoa se identifica como homem ou mulher. Segundo relatos, é extremamente difícil para as trans conseguirem um emprego.

Para tanto, ainda pensaram no suporte, apoio e acompanhamento à família e ao indivíduo LGBT+, que pelo preconceito acaba passando por situações vulneráveis, como relacionadas à violência e suicídio. Consideraram importante à promoção de iniciativas da saúde física e mental da comunidade, além de casas de passagem e acolhimento para LGBT+ e pessoas vivendo com HIV/AIDS. Destacaram ainda a importância da representatividade na política, sabendo que as desigualdades e todas as lutas apresentadas só podem ser vencidas com participação popular.

Por fim, foram apresentadas Moções de Congratulações a ativista Cláudia Rosa Assunpção e ao professor Cleiton Zoia Münchow, pelos relevantes serviços prestados no âmbito da assistência, organização, acolhimento e politização de pessoas LGBT+ no município, que resultou com a redução do grau de desproteção e no contato histórico com o trabalha dos dois pelos direitos LGBT+ na cidade.