CGU, PF e Receita apuram desvios em serviços de vistoria veicular no MS

Operação Motor de Lama, que é a sétima fase da Operação Lama Asfáltica, investiga direcionamento de licitações e ocultação patrimonial

A Controladoria-Geral da União (CGU) participa, nesta terça-feira (24/11), no Mato Grosso do Sul, da Operação Motor de Lama, que é a sétima fase da Operação Lama Asfáltica. O trabalho é realizado em parceria com a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal. O objetivo é apurar desvios de recursos públicos por meio do direcionamento de licitações públicas em contratações de serviços de vistoria veicular.

Investigação

As investigações que culminaram na sétima fase da operação Lama Asfáltica decorreram da análise dos materiais apreendidos nas fases anteriores, cotejados com fiscalizações, exames periciais e diligências investigativas.

As apurações foram baseadas nas remessas clandestinas de valores para o exterior realizadas por proprietários de empresas do setor de informática investigadas nas fases anteriores da Operação Lama Asfáltica. Além de investigar os desvios de recursos públicos por meio do direcionamento de licitações públicas em contratações de serviços de vistoria veicular, o trabalho apura também o repasse de recursos ilícitos e utilização de “laranjas” para ocultação patrimonial.

Impacto social

O foco da investigação foi um contrato de vistoria veicular que atende todo o Mato Grosso do Sul, o qual conta com uma frota de mais de 1,6 milhão de veículos, segundo dados do Detran-MS. Assim, o direcionamento da contratação impede que os preços se tornem vantajosos para o Estado, levando a um impacto que se reflete nos preços cobrados da população quando há necessidade de realizar uma vistoria veicular.

Diligências

A Operação Motor de Lama consiste no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas. As medidas estão sendo cumpridas em Campo Grande (MS) e Dourados (MS). O trabalho conta com a participação de mais de 50 policiais federais, 4 servidores da CGU e 8 da Receita Federal.

A CGU, por meio da Ouvidoria-Geral da União (OGU), mantém o canal Fala.BR para o recebimento de denúncias. Quem tiver informações sobre esta operação ou sobre quaisquer outras irregularidades, pode enviá-las por meio deformulário eletrônico. A denúncia pode ser anônima, para isso, basta escolher a opção “Não identificado”.

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