segunda-feira, 11 - maio - 2026 : 0:12

Centro-Oeste tem retração econômica inferior à nacional; comércio é o que mais sofre

O boletim regional do Banco Central do Brasil aponta que, no mês de julho, o comércio da região Centro-Oeste foi um dos segmentos mais afetados pelas restrições de funcionamento e de circulação de pessoas. “Regionalmente, os impactos econômicos da pandemia foram relevantes e de intensidade relativamente semelhante, com exceção do Centro-Oeste, que registrou efeitos menos pronunciado”, conforme a análise, refletindo, principalmente, a estrutura econômica regional, que apresenta maior participação de atividades relacionadas com o setor primário e com o beneficiamento e distribuição desses produtos. Com isso, o índice de atividade econômica na série com ajuste sazonal recuou 3,5% no trimestre encerrado em maio, com retração menos intensa do que as registradas nas demais regiões do país.

No comércio, com impacto das medidas de restrições de funcionamento e de circulação de pessoas, as vendas tiveram retração de 15,2% no trimestre encerrado em maio no conceito ampliado, magnitude inferior à contração observada em nível nacional (-19,0%).

Na região Centro-Oeste, a retração foi mais acentuada no Distrito Federal (-23,3%), em parte, pela característica de maior adensamento populacional e concentração de lojas em shopping centers; nos demais estados da região, a queda no volume de vendas variou de -7,8%, no Mato Grosso do Sul, a -13,8% em Goiás.

“Quando falamos do comércio de bens, serviços e turismo é justamente o setor que mais sofre em função do isolamento social, medidas restritivas, medo em relação ao contágio e até mesmo o desemprego e alterações de hábitos e rotinas”, pontua a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS, Daniela Dias.

Por outro lado, observa-se que há um movimento de recuperação dadas as estratégias adotadas pelos empresários voltadas ao e-commerce e em conformidade com as necessidades das pessoas que demandam mais produtos e serviços de lazer em casa.

“A possibilidade de estar mais em casa acaba fomentando a procura por itens de conforto ou mesmo de decoração, uma adaptação que acaba amenizando os impactos do coronavírus, como se estivéssemos em um processo de maturidade maior de compreensão dos efeitos negativos advindos do coronavírus em relação a março e abril”, observa a economista, alertando sobre a importância do alinhamento entre a adaptação do consumo e consumo consciente.

Confira o estudo na íntegra AQUI.

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