Engenheiro-civil Adriano Macedo, em palestra na noite de ontem durante o 1º Business Tranformation na Construção – Divulgação

Um dos grandes problemas da construção civil atualmente é que falta integração entre os requisitos de saúde e segurança do trabalho dentro dos projetos. A afirmação é do engenheiro-civil Adriano Macedo, que lidera o projeto BIM (Building Information Modeling) em Saúde e Segurança do Trabalho em desenvolvimento pelo Centro de Inovação do Sesi de Mato Grosso do Sul, que fez uma palestra na noite de ontem (12/02) durante o 1º Business Tranformation na Construção. 

Falando para uma plateia de engenheiros, arquitetos e profissionais ligados à saúde e segurança do trabalho, Adriano Macedo explicou sobre os usos do BIM, que evolve todo um conceito e uma quebra de paradigmas da indústria da construção civil aplicada na questão de saúde e segurança do trabalho. “O BIM envolve muitas tecnologias e a ideia é abordar isso sempre com o foco em saúde e segurança do trabalho”, afirmou. 

Ele reforçou que um dos principais usos do BIM na construção civil é para questões de supervisão em tempo real. “Então a gente passa a ter alguns elementos tecnológicos para que eu possa fazer supervisão de segurança em tempo real. Isso traz um ganho muito grande em construções, onde temos muitos profissionais, muitos equipamentos e muitas atividades acontecendo ao mesmo. Normalmente esse tipo de inspeção era mais visual, mas hoje eu já consigo fazer rastreamento, monitoramentos. Então o BIM vem para criar automação e aí é o grande lance da Indústria 4.0 na construção civil”, ressaltou. 

Ainda de acordo com o engenheiro-civil, é fundamental que haja a difusão do conceito do BIM. Pesquisas de mercado realizadas pelo Centro de Inovação do Sesi apontaram que muitos profissionais ainda não conhecem a ferramenta. “Acho importante estarmos estudando projetos, mas também precisamos ir ao mercado, difundir o conceito e mostrar às pessoas que isso traz algo de muito positivo, porque não adianta desenvolvermos um produto super inovador se as pessoas não conhecem nem o conceito envolvido. Acho que é uma responsabilidade do próprio Centro de Inovação levar esse tipo de conhecimento e ficamos muito felizes por ajudar o mercado a entender esse conceito”, finalizou.