Carreira: como surgiram os testes vocacionais

Conceito de orientação profissional se desenvolveu principalmente a partir do surgimento do sistema capitalista

A orientação vocacional é um processo que acontece durante toda a vida – da adolescência à aposentadoria. Esse conceito se desenvolveu, principalmente, a partir do surgimento do sistema capitalista, com as noções de emprego, salário e carreira profissional. O objetivo principal era dizer, com base em testes vocacionais, a profissão com a qual uma pessoa mais se identificava.

O grande nome da orientação profissional foi o engenheiro norte-americano Frank Parsons. Após a sua morte, em 1909, foi lançada sua principal obra, “Choosing a Vocation”. Parsons aplicava testes para combinar aptidões, habilidades e interesses de um determinado indivíduo com as profissões existentes, dando início, então, à chamada orientação vocacional contemporânea.

Durante grande parte do século XX, a orientação vocacional foi relacionada com uma prática muito diretiva, na qual os profissionais faziam diagnósticos e prognósticos com o intuito de indicar as profissões mais adequadas para alguém. O principal problema desse sistema era o fato de não levarem em conta a participação do indivíduo nessa escolha.

Esse panorama começou a mudar com a publicação de trabalhos científicos de alguns estudiosos, como Carl Rogers, que ia de encontro às práticas diretivas. A partir de então, os profissionais passaram a fazer um trabalho mais coletivo, no qual o estudante participava das escolhas profissionais e não apenas como coadjuvante.

A orientação profissional também passou a ser vista como um processo que ocorre durante toda a vida, com escolhas que podem contrariar decisões anteriores, inclusive. Por este motivo, essa atividade se torna importante tanto para um adolescente que deseja escolher uma carreira para seguir, como para profissionais que desejam se recolocar no mercado e para pessoas que precisam planejar a aposentadoria.

Com os trabalhos desenvolvidos, a ciência vocacional passou a se associar cada vez mais à psicologia e à psicanálise. Outro teórico que contribuiu para o conceito atual de desenvolvimento vocacional e profissional foi o psicólogo norte-americano John Holland, com a teoria tipológica. De acordo com o psicólogo, os interesses de uma pessoa são reflexo de sua personalidade. Holland descreveu seis principais: realista, intelectual, artístico, social, empreendedor e convencional.

Hoje, entende-se que a orientação vocacional depende de diversos fatores e inclui uma série de práticas. O teste vocacional, disponível em vários sites de instituições de ensino brasileiras, é uma ferramenta que pode ajudar. Além dele, o indivíduo pode contar com um apoio especializado de profissionais e psicólogos para a escolha de uma carreira que leve em conta suas aptidões, interesses e personalidade, assim como o cenário atual de emprego.