Caravana da Saúde é um exemplo de MS para o Brasil

País tem 1 milhão de pessoas na fila de espera por cirurgias

Enquanto o Brasil ainda patina para tentar acabar com a fila interminável por cirurgias, Mato Grosso do Sul já colocou em prática a solução. Em todo o território nacional, 1 milhão de pessoas aguardam por uma cirurgia, conforme reportagem de capa desta terça-feira (18) do jornal Folha de S. Paulo, em sua versão na internet. Em Mato Grosso do Sul, 72 mil também estavam na fila da vergonha até que foi implantada a Caravana da Saúde.

Implantado pelo governador Reinaldo Azambuja, o maior programa de saúde da história do Estado realizou 60 mil cirurgias, além de 150 mil consultas médicas, 10 mil exames de alta complexidade e 500 mil atendimentos.

Candidato à reeleição, ele já assumiu o compromisso de manter a Caravana se for reeleito, levando a saúde para perto das pessoas ao mesmo tempo em que reestrutura e regionaliza o atendimento, com equipamentos, reformas e construção de hospitais.

Enquanto isso, de acordo com o diário de circulação nacional, os candidatos à Presidência da República ainda tentam encontrar soluções para a fila de espera por cirurgias.

“Em geral, os planos [dos presidenciáveis na área de saúde] são genéricos, sem metas específicas e não consideram o cenário de crise econômica e de ajuste fiscal enfrentado pelo país. Não há nenhuma proposta, por exemplo, para minimizar o gargalo das cirurgias eletivas nos hospitais públicos e filantrópicos que prestam serviços ao SUS”, afirma o jornal.

O número de pacientes na fila brasileira é de um levantamento feito ano passado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) com base na Lei de Acesso à Informação.

Qualidade

O atendimento oftalmológico prestado pela Caravana da Saúde em Mato Grosso do Sul já foi citado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) como bom exemplo e alternativa para levar a prestação de serviço médico às pessoas que vivem em áreas carentes.

O mutirão idealizado pelo governador Reinaldo Azambuja ajudou a ilustrar o projeto Mais Acesso à Saúde Ocular do CBO, que reúne propostas para expandir o acolhimento oftalmológico no Brasil, sobretudo em locais onde há pouca oferta de atendimento.

Para o CBO, os benefícios dos mutirões são muitos. Segundo o conselho, eles permitem “que se faça a avaliação oftalmológica, a prescrição de óculos e a prevenção de doenças – reduzindo significativamente o risco de agravamento em diversos casos. Além disso, permite que o problema de falta de infraestrutura em pequenas cidades seja contornado”.

Da Assessoria