Indústrias do segmento de alimentos e bebidas que exportam ou têm intenção de exportar precisam estar atentas a uma série de fatores, como rotulagem e regras sanitárias do país de destino. Por isso o CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fiems promoveu, nesta terça-feira (27/06), a capacitação “Normas Nacionais e Internacionais para o Setor de Alimentos e Bebidas”, que trabalhou especificamente os processos de exportação para os mercados europeu e norte-americano.

A gerente do CIN da Fiems, Fernanda Barbeta, explica que o curso foi formatado para micro, pequenas e médias empresas com potencial e interesse em temas relacionados à inserção internacional, prestadores de serviços em busca de reciclagem e atualização nos temas correlatos à expansão internacional e entidades parceiras da Fiems. “A capacitação abordou as exigências relacionadas à rotulagem, à implantação de normas e certificações internacionais e procedimentos para exportação aos mercados norte-americano e europeu e foi conduzida pela engenheira de alimentos e mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Mariana Lenzi Nodari”, informou.

Segundo Mariana Nodari, a capacitação começou com o alinhamento de conceitos, para que os participantes entendessem a base da questão do fornecimento de alimentos seguros. “Depois, entramos nas questões referentes às certificações com base em normas internacionais de segurança de alimentos, para que esses produtos sejam exportados com mais facilidade”, disse.

A especialista ressalta que certificações não são estritamente necessárias, mas, do ponto de vista comercial, são extremamente importantes. “Também abordamos a rotulagem dos alimentos, considerando que o produto pode ser barrado se o rótulo não estiver de acordo com as normas do país de destino. E, finalmente, tratamos da legislação mais atual de segurança de alimentos publicada pelos Estados Unidos. Ela traz um aspecto sanitário bem diferente do que estamos trabalhando no Brasil, relacionado à food defense, ou defesa de alimentos”, argumentou.

O gerente de produção da Mix Nutri, Guilherme Costa Abid, conta que a empresa já exporta para a Bolívia, Colômbia, Peru e Estados Unidos e que a participação no curso tem a intenção de conhecer mais algumas nuances do mercado norte-americano. “Além de entender aspectos relativos ao mercado europeu, com quem ainda não comercializamos”, pontuou.

Já a estudante do 6º semestre do curso tecnológico em alimentos, Kamila Pereira da Silva, fez a capacitação pensando em incrementar o currículo. “Uma das possibilidades apresentadas pelo meu curso é trabalhar como consultora para empresas, então levei em consideração a oportunidade de agregar conhecimento”, relatou.