João Baptista Herkenhoff é Juiz de Direito aposentado (ES) e escritor – Divulgação

Campanha da Fraternidade tem como objetivo propor a evangelização em consonância com a realidade contemporânea, resgatando necessidades que exigem solução imediata.

No Espírito Santo a Campanha foi aberta por uma belísima caminhada, onde uma multidão pediu Jusitça, açôes concretas do Poder Público em favor do povo, principalmente dos humildes, e redução da violência.

O Arcebispo de Vitória – Dom Dario Campos, que preside à Campanha da Fraternidade no Estado, nasceu em Castelo. Ele é franciscano, seguidor de São Francisco de Assis, o santo dos pobres e oprimidos.

As ações deste ano estão centradas no compromisso de servir e ajudar aos mais necessitados com atitudes concretas, servindo-se do exemplo de vida de Santa Dulce, primeira brasileira, canonizada. (Em 13 de outubro de 2019, pelo Papa Francisco).

Irmã Dulce foi conhecida por muitos como “Anjo bom da Bahia“.

Durante a explicação da escolha do tema da Campanha, o secretário-geral da CNBB, Dom Joel Portella, citou situações contemporâneas que põem em risco o valor da vida – “As mortes nas ruas, nas macas de hospitais, as provocadas por balas perdidas, a fome, o desemprego, a ausência de moradia para milhöes, a inexistência de educação para todos, a devastação dos campos e reservas indígenas, os índices crescentes de suicídio”.

Para Dom Joel Portella. é necessário refletir se os casos não estariam sendo tratados com indiferença levando ao ponto de acreditar que a morte seja a solução para muitos problemas.

O ato de rezar, orar, foi ensinado por Jesus Cristo – orai para que vossa alegria seja completa. (Evangelho de João, capítulo 15,)

Entretanto não basta apenas orar, mas também agir.

Na cultura judaica, que é a raiz da Bíblia Sagrada, acredita-se que quando o espírito ora o corpo se move também. Quando está em oração, o judeu movimenta seu corpo continuamente. Em outras palavras, ao orar age.

No Brasil, as Comissões de Justiça e Paz, que foram criadas em muitas dioceses (inclusive na Arquidiocese de Vitória) muito contribuíram para conscientizar os cristãos de que é dever evangélico lutar pela Justiça para alcançar a Paz.

Em Vitória a Comissão de Justiça e Paz foi criada por Dom Luiz Gonzaga Fernandes, que era Bispo Auxiliar, com apoio do Arcebispo Dom João Baptista da Motta e Albuquerque.

Tive a imensa graça de ter sido convocado para integrar a CJP e exercer sua presidência.

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Orteco