Caminhoneiros no Trevo da Bandeira em Dourados; greve já dura 8 dias – Foto: Eliel Oliveira

A paralisação dos caminhoneiros entra nesta segunda-feira, 28, no oitavo dia. A categoria ainda mantém bloqueios em todo o País o que causa o desabastecimento de produtos e combustível nas cidades. Polícias estaduais, Polícia Federal e tropas do Exército negociam a saída dos manifestantes das estradas e fazem escoltas para liberar a saída de caminhões tanque de refinarias.

No Mato Grosso do Sul, segundo a CCR MSVia, concessionária que administra a BR-163, há paralisação em toda a extensão da rodovia. Os pontos que estão bloqueados são em Mundo Novo (km20), Eldorado (km39), Naviraí (km 117), Juti (km 172), Caarapó (km 206 km 236), Dourados (km 256 km 266 km 281), Rio Brilhante (km 323), Nova Alvorada do Sul (km 373), Campo Grande (km 462 km 477 km 492), Bandeirantes (km 550), São Gabriel do Oeste (km 614), Rio Verde de Mato Grosso (km 678), Coxim (km 730), Sonora (km 812 km 837). O tráfego está liberado para veículos de passeio.

Governo anuncia medidas:

Na noite deste domingo, 27, o presidente Michel Temer anunciou seis medidas em resposta às reivindicações dos caminhoneiros:

1) A redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel. Isso corresponde aos valores do PIS/Cofins e da Cide, somados. Segundo Temer, o governo irá cortar do orçamento, sem prejuízo para a Petrobras;

2) A garantia de congelamento do preço do diesel por 60 dias. Depois disso, o reajuste será mensal, de 30 em 30 dias;

3) Será editada uma Medida Provisória para a isenção de eixo suspenso em praças de pedágios, tanto em rodovias federais, como nacionais;

4) O estabelecimento de uma tabela mínima de frete, conforme previsto no PL 121, em análise no Congresso;

5) A garantia de que não haverá reoneração de folha de pagamento no setor de transporte de carga;

6) A reserva de 30% do transporte da carga da Conab para motoristas autônomos.

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