Presidente Daniela Hall diz que valores são referentes a parte da sobra do duodécimo; objetivo é garantir o salário dos servidores públicos - Foto: Thiago Morais
Presidente Daniela Hall diz que valores são referentes a parte da sobra do duodécimo; objetivo é garantir o salário dos servidores públicos – Foto: Thiago Morais

A Câmara Municipal de Dourados vai devolver parte das sobras do duodécimo, no valor de R$ 4 milhões para a Prefeitura de Dourados com o compromisso dos valores serem aplicados no pagamento dos salários dos servidores públicos municipais e funcionários da Fundação de Serviços de Saúde (Funsaud).

Segundo a presidente da Câmara Municipal, Daniela Hall (PSD) os atrasos e incertezas sobre o pagamento do salário e do 13º estão gerando graves problemas no serviço público como as ameaças de paralisações e manifestos, principalmente na Saúde, a exemplo do que ocorreu na última segunda-feira (11) no Hospital da Vida.

Conforme a vereadora, os funcionários da Funsaude alegam o atraso consecutivo no pagamento daqueles que recebem acima do teto de R$ 3,8 mil em outubro e R$ 3,3 mil em novembro. Conforme ainda a categoria, não houve uma comunicação com antecedência para que os funcionários pudessem se programar quanto o não recebimento de seus honorários e estão sem previsão do recebimento do 13ª salário. “É preciso garantir atendimento de qualidade para os nossos pacientes e isso passa também pela valorização do trabalho do servidor, que merece e tem direito de receber em dia”, destaca.

Duodécimo

A vereadora Daniela Hall explica que a política de corte de gastos adotada esse ano pela Câmara Municipal de Dourados deve gerar uma economia de R$ 7 milhões aos cofres públicos. Segundo ela os valores integram o duodécimo que será devolvido para a Prefeitura de Dourados no final desse ano. A proposta da vereadora é a de que o município aplique a sobra garantida pelo Legislativo na área de Saúde, que passa por grave financeira.

Até o momento, a Câmara já economizou mais de 13% com relação ao duodécimo destinado para a Prefeitura de Dourados no ano passado. “Nossa expectativa é de que consigamos economizar o máximo possível. Essa postura vem sendo tomada por todos os colegas vereadores, que têm nos ajudado nessa missão. Todos estão preocupados com a crise financeira enfrentada pela Prefeitura e estão dando o máximo de si para ajudar no que for necessário para que a população de Dourados não sofra o impacto desse problema que assola o país, que é a crise financeira”, explica.

Daniela também tem aberto as portas do Legislativo para que a população possa opinar sobre o melhor destino dos recursos da Câmara. “Acredito que a Prefeitura poderia investir esses recursos na Saúde como uma sugestão dessa vereadora, mas queremos ouvir a população, até porque a decisão de onde serão aplicados os investimentos cabe a Prefeitura”, acrescenta.

A presidente explica que a sobra dos recursos também é resultado da economia que os vereadores estão fazendo com a redução de gastos com energia elétrica, diárias, telefone e combustíveis. “Para se ter uma ideia, estamos fazendo capacitações e qualificações para os funcionários da Câmara a custo zero, fruto de uma parceria com o Instituto Técnico Federal, o IFMS. Num momento em que os municípios brasileiros registram queda no repasse de receitas tanto da União como do Estado, fora a crise que afeta as contas públicas de todas os municípios do país, nós parlamentares, temos que dar exemplo. É melhor economizar em todos os setores públicos do que ter que aumentar impostos ou até mesmo deixar a população sem serviços essenciais, principalmente na área da Saúde. Esperamos que a Prefeitura possa aplicar essa economia da Câmara de forma a satisfazer os anseios da população”, explica.