Processo contra presidente no Senado deve começar semana que vem – Foto: ANSA

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, anunciou nesta quarta-feira (15) os nomes dos sete congressistas que farão o trabalho de acusação no processo contra Donald Trump no Senado.

Entre eles estão os mandatários das comissões de Inteligência e de Justiça da Câmara, Adam Schiff e Jerry Nadler, que conduziram as investigações contra o magnata republicano no Congresso. O chefe da acusação será Schiff, que liderou a parte principal do inquérito, quando foram ouvidas todas as testemunhas.

Os outros cinco membros do grupo são os congressistas Hakeem Jeffries, Jason Crow, Val Demings, Zoe Lofgren e Sylvia Garcia.

Todos pertencem ao Partido Democrata, de oposição. O plenário da Câmara deve aprovar nesta quarta o envio das acusações contra Trump ao Senado.

A expectativa é de que o processo comece na próxima semana e termine antes do início das primárias democratas, que partem em 3 de fevereiro.

Acusações

Trump é acusado de ter pressionado o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a anunciar uma investigação contra Joe Biden, pré-candidato à Casa Branca e cujo filho, Hunter, foi conselheiro de uma empresa ucraniana de gás, a Burisma.

Para alcançar seu objetivo, o magnata teria congelado uma ajuda militar de quase US$ 400 milhões a Kiev. Em um telefonema em 25 de julho, Trump pediu para Zelensky investigar os Biden, mas não mencionou a ajuda militar, que estava bloqueada na época.

Trump também é acusado de obstrução do Congresso por ter instruído membros do governo a não colaborarem com o inquérito na Câmara. A Constituição dos EUA estabelece que um presidente pode ser removido do cargo por “traição, propina ou outros crimes e contravenções graves”.

Essa última tipologia é definida de forma vaga, mas o Congresso costuma levar em conta três tipos de conduta: uso do cargo para obter ganhos financeiros, abuso de poder ou agir de maneira incompatível com a função.

Até hoje, apenas dois presidentes foram submetidos a processos de impeachment: Andrew Johnson (1868) e Bill Clinton (1998), ambos absolvidos – Richard Nixon renunciou em 1974, evitando um afastamento iminente por causa do escândalo “Watergate”.

No cenário atual, é improvável que Trump sofra impeachment. O Partido Republicano conta com 53 dos 100 senadores, número mais do que suficiente para evitar a deposição do presidente, que precisa ser aprovada por maioria qualificada de dois terços.

Da AnsaFlash

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