Reunião no Imasul entre os órgãos federais e estaduais que farão a vistoria; secretário Jaime Verruck participou – Foto: Edemir Rodrigues

O Governo do Estado, por meio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), coordenará o trabalho de fiscalização das barragens de rejeitos de minério de ferro em Corumbá, a partir desta terça-feira (29/1). Trata-se de uma ação preventiva para que se tenha de fato a garantia de segurança das mesmas, considerando os impactos humanos e ambientais causados pelo rompimento da barragem em Brumadinho (MG).

“O Estado quer ter essa segurança em relação às barragens de Corumbá, onde três das dez em atividades são de alto risco, para certificarmos de que não corremos nenhum risco de um acidente de grandes proporções”, afirmou o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck. “A vistoria vai tranquilizar o Estado, a empresa e principalmente a comunidade que vive no local”, frisou.

Verruck participou de uma reunião nesta segunda-feira (28) entre os órgãos federais e estaduais que farão a vistoria, na sede do Imasul. Ficou decidido que o grupo de trabalho, que inclui o Ibama, Bombeiros, ANM (Agência Nacional de Mineração), Defesa Civil, Sudeco, Polícia Militar Ambiental (PMA) e Corpo de Bombeiros, inicialmente se reunirá amanhã (29) com as mineradoras Vale, MMX e Vetorial para conhecer os planos de monitoramento das barragens.

“A grande preocupação hoje é a segurança dessas barragens e, num primeiro momento, vamos ouvir as mineradoras para conhecermos a situação atual, as condições de monitoramento, o que de fato está sendo feito para garantir um controle rigoroso e o plano de gerenciamento de risco”, explicou o secretário.

Critérios de controle

A reunião no Imasul, coordenada pelo seu diretor-presidente, Ricardo Eboli, definiu que é preciso também preparar e capacitar equipes dos Bombeiros e Defesa Civil para atuarem em casos extremos. “As barragens são periodicamente vistoriadas, inclusive houve uma simulação de risco no final de 2018, mas a preocupação vai além disso”, disse Eboli. “Queremos saber quais são esses critérios de controle das mineradoras, como funciona o sistema de segurança.”

O foco da vistoria na Morraria do Urucum, onde situa-se a reserva de minério de ferro e manganês, que deve ocorrer nos dias 30 e 31, é a Barragem de Gregório, que tem capacidade similar à de Brumadinho e pertence à Vale – 9,3 milhões de m³, enquanto a de Minas Gerais, 12 milhões de m³. Técnicos da ANM presentes à reunião informaram que o depósito de rejeitos não atinge a capacidade máxima da barragem, considerada de dano potencial alto.

Presentes à reunião no Imasul: coronel Dilson Alves do Amaral, comandante-geral do Corpo de Bombeiros; Marcos Derzi, superintendente da Sudeco; Antônio Barsotti e Luiz Cláudio de Souza, da ANM; tenente-coronel Eduardo Haddad Lane e o sargento Cícero Fabrini, da PMA; Gilmar Kerger e Jucinéia Vieira Freitas, do Ibama; coronel Fábio Catarinelli e 1º tenente Landis Dorneles Pereira, da Defesa Civil de MS; e Luiz Mário Ferreira, do Imasul.