Seleção feminina venceu a Colômbia nos pênaltis, por 5 a 4, após empate em 4 a 4 nos 120 minutos da final
O Brasil é campeão da Copa América feminina pela nona vez. Neste sábado, a Seleção venceu a Colômbia por 5 a 4 nos pênaltis, após empate em 4 a 4 no tempo normal e prorrogação, em uma final emocionante disputada no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, no Equador.
Marta brilhou com dois gols durante o jogo e participou da disputa por pênaltis, enquanto Lorena se destacou ao defender cobranças decisivas. Os gols brasileiros no tempo regulamentar e prorrogação foram marcados por Angelina, Amanda Gutierres e Marta (duas vezes). A Colômbia marcou com Linda Caicedo, Tarciane (contra), Mayra Ramírez e Leicy Santos.
Este foi o primeiro título de expressão da Seleção sob o comando do técnico Arthur Elias, que já havia conquistado a medalha de prata nas Olimpíadas de Paris em 2024. A conquista reforça o bom momento do futebol feminino brasileiro no cenário internacional.
A Colômbia, por sua vez, amargou seu quarto vice-campeonato na história da competição, sendo o segundo consecutivo perdido para o Brasil, repetindo a decisão de 2022. A seleção colombiana ainda busca seu primeiro título continental.
O jogo começou com chances para ambos os lados. A Colômbia abriu o placar com Linda Caicedo após bela jogada de Mayra Ramírez. O Brasil empatou nos acréscimos do primeiro tempo com pênalti convertido por Angelina, após revisão no VAR.
Na etapa complementar, a Colômbia voltou a liderar após erro de recuo da zagueira Tarciane, que marcou contra. Amanda Gutierres empatou para o Brasil, mas Mayra Ramírez colocou novamente as colombianas na frente. Marta, com um belo chute de fora da área, empatou aos 45 do segundo tempo.
Na prorrogação, Marta apareceu novamente para colocar o Brasil em vantagem pela primeira vez na partida. No entanto, Leicy Santos, em cobrança de falta precisa, empatou para a Colômbia e levou a decisão para os pênaltis.
Nas penalidades, a disputa foi marcada por reviravoltas. Tarciane, Amanda Gutierres, Mariza, Jhonson e Luany converteram para o Brasil. Marta teve sua cobrança defendida por Tapia, enquanto Lorena brilhou ao pegar os pênaltis de Leicy Santos e Carabalí.
A atuação de Marta, decisiva nos momentos cruciais, reforça seu protagonismo mesmo em fim de carreira. A camisa 10 demonstrou liderança e técnica, sendo fundamental tanto no tempo regulamentar quanto na prorrogação.
Lorena também foi peça-chave na conquista, com defesas importantes durante o jogo e nas cobranças finais, consolidando-se como uma das principais goleiras do continente.
O jogo entrou para a história da competição como uma das finais mais emocionantes e equilibradas já vistas, com alternâncias no placar, golaços e atuações marcantes de ambos os lados.
As seleções voltam a campo apenas na próxima Data Fifa, prevista para outubro. O título sul-americano consolida a confiança na nova geração do futebol feminino brasileiro e projeta o Brasil como forte candidato nas próximas competições internacionais.



