Bonito foi a 12ª cidade a receber o Circuito Aprosoja 2017 na noite desta quinta-feira, 14 de setembro. Produtores, profissionais do agronegócio e pesquisadores se reuniram para falar sobre sucessão familiar, mercado dos grãos e capacidade de expansão da agricultura na região.

Conforme o presidente da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), Christiano Bortolotto, o circuito é fundamental aos produtores para que tenham conhecimento sobre o mercado e o que está sendo produzido em outros locais. “As informações trazidas aqui são importantes para que os produtores possam empregar nas suas propriedades, levar o conhecimento com eles, melhorando a produção e aumentando a produtividade”, afirmou.

Com potencial para aumentar a produção de soja, a cidade é canal para o porto de Porto Murtinho. De acordo com um dos palestrantes da noite, o engenheiro agrônomo João Pedro Cuthi Dias, o porto pode atender demandas da Argentina, por exemplo. “Bonito tem uma demanda crescente de grãos e o escoamento é facilitado quando a cidade está próxima de um porto. Esse ficou muito tempo parado, mas agora está sendo reativado”, comentou.

Cuthi Dias também destacou o fato de que o município tem potencial para desenvolver a produção agrícola. “O produtor tem como opção fazer integração de lavoura e pecuária, é uma das alternativas para a cidade. Na safra passada, foram colhidos apenas 37 mil toneladas de soja, mas Bonito tem uma capacidade bem maior”, destacou.

Sustentabilidade

Segundo a presidente do Sindicato Rural da cidade, Elza Maria Trevelin, as terras de Bonito, que antes eram utilizadas principalmente para pastagem, atualmente têm dado espaço para as lavouras. “É uma atividade que vem crescendo, mas precisamos ter cuidado, a cautela com o meio ambiente tem que ser redobrada”, alertou.

O também agrônomo Murilo Damé, consultor da empresa Safras e Cifras, discursou sobre sucessão familiar, assunto pelo qual a produtora de grãos Fátima Prado teve interesse. “Eu soube do tema e resolvi assistir porque é algo que me chama atenção. Eu não tenho filhos e não tenho para quem deixar as minhas terras. Essa palestra foi muito boa para eu poder começar a pensar no que fazer”, avaliou.

Interesse na agricultura

A pecuarista Sueli Monteiro dos Santos de Azevedo participou do circuito pela segunda vez. “Ano passado eu estive presente e as palestras são muito interessantes porque esclarecem dúvidas e deixam a gente mais perto do que acontece lá fora”, disse. “A gente, dentro da propriedade, acaba vivendo apenas uma realidade”, completou.

Segundo a produtora, no entorno de sua propriedade existem várias lavouras de soja e milho. “De dois mil hectares, apenas 300 estão com gado, sinal de que a agricultura aqui está crescendo. Eu não planto grãos porque não sei nem por onde começar, mas o circuito acaba me chamando atenção sobre isso”, finalizou.