Bolsonaro demite Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência

Primeiro ministro demitido do governo, Bebianno comandou a campanha presidencial de Bolsonaro nas últimas eleições; general da reserva Floriano Peixoto Neto assume cargo

Gustavo Bebianno foi demitido do cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República – Valter Campanato/ABr

Depois de dias de impasse, confusões e informações desencontradas, o presidente Jair Bolsonaro enfim decidiu exonerar Gustavo Bebianno do cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (18) pelo porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros. As informações são da Agência do Rádio Mais.

“O excelentíssimo senhor presidente da República decidiu exonerar nesta data do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República o senhor Gustavo Bebianno Rocha. O senhor presidente da República agradece a sua dedicação à frente da pasta e deseja sucesso na nova caminhada.”

O porta-voz da presidência afirmou ainda que, no lugar de Bebianno, assumirá o general da reserva Floriano Peixoto Neto. O militar será o oitavo a assumir um ministério no governo de Jair Bolsonaro.

Ex-presidente do PSL, Gustavo Bebianno foi alvo de denúncias do jornal Folha de S. Paulo. O veículo apontou supostas irregularidades em sua gestão à frente do caixa eleitoral do PSL. O partido é suspeito de liberar verbas para candidaturas laranjas.

Para acalmar os ânimos, diante da repercussão negativa causada pela denúncia, Bebianno afirmou ao jornal ‘O Globo’ que conversou três vezes com o presidente Jair Bolsonaro em uma tentativa de desfazer a impressão de que vem sofrendo desgastes dentro do governo. O filho de Bolsonaro, Carlos, conhecido como Pitbull, fez jus ao nome e resolveu divulgar um áudio nas redes sociais em que o presidente desmente o Secretário-Geral da Presidência. Carlos e Bebianno são desafetos declarados.

A partir daí, a confusão não parou de crescer. Bebianno, que inicialmente soltou nota avisando que não se demitiria, fez declarações colocando em dúvida a biografia de Bolsonaro.  

Diante do cenário praticamente irreversível, o ex-presidente do PSL encerrou sua participação no governo e teve sua exoneração confirmada.