O italiano Cesare Battisti - Foto: ANSA
O italiano Cesare Battisti – Foto: ANSA

A defesa do italiano enviou uma nova manifestação ao STF

A defesa do italiano Cesare Battisti enviou uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) dizendo que ele não pode ser extraditado porque precisa sustentar seu filho no Brasil.

Battisti possui um menino de quatro anos com a professora brasileira Priscila Pereira, que na semana passada já havia mandado uma carta de teor parecido à presidente do Supremo, Cármen Lúcia.

“Destaca-se que a Sra. Priscila enviou uma correspondência, por conta própria, à Exa. Min. Cármen Lúcia, narrando a aflição que possui sobre eventual extradição do Paciente, considerando a dependência econômica e afetiva de seu filho”, diz a defesa, segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”.

De acordo com Battisti, ele vem se “esforçando para sustentar” seu filho, que possui “plena dependência econômica” em relação a ele. Além disso, a manifestação alega que o italiano se separou e está se reaproximando de Priscila.

Atualmente, uma liminar concedida pelo ministro Luiz Fux, do STF, impede a extradição de Battisti, mas o caso deve ser debatido pela Primeira Turma da corte nesta terça-feira (24). O governo já teria tomado a decisão de expulsar o italiano, mas aguarda um parecer do Supremo.

Ex-guerrilheiro da milícia Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por terrorismo e envolvimento em quatro assassinatos. Ele alega perseguição política.

O italiano vive no Brasil desde 2004 e recebeu, no fim de 2010, refúgio político do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Da AnsaFlash