
O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (8) que os julgamentos realizados pela Corte têm como base provas e respeito ao devido processo legal, afastando qualquer conotação político-partidária. Segundo a Agência Brasil, a declaração ocorre após manifestações realizadas no domingo por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que criticaram o STF em meio ao julgamento da suposta trama golpista.
Durante os atos, os manifestantes acusaram os ministros do Supremo de promoverem uma “tirania” e uma “ditadura de toga”. Em resposta, Barroso ressaltou que os processos em andamento seguem os ritos constitucionais e que o papel do STF é julgar com base em evidências, sem influência de disputas políticas ou ideológicas.
O ministro afirmou que somente após a conclusão do julgamento do caso envolvendo Bolsonaro é que se manifestará em nome da Corte. Ele reforçou que o momento adequado para declarações institucionais é depois da análise completa da acusação, da defesa e das provas apresentadas. “Processo penal é prova, não disputa política ou ideológica”, destacou.
Barroso também rebateu as tentativas de associar o atual processo a perseguições semelhantes às que ocorriam durante a ditadura militar. Segundo ele, ao contrário daquele período, os julgamentos atuais são públicos, transparentes e acompanhados por toda a sociedade.
“Tendo vivido e combatido a ditadura, nela é que não havia devido processo legal público e transparente, acompanhado pela imprensa e pela sociedade. Era um mundo de sombras. Hoje, tudo tem sido feito à luz do dia”, argumentou o ministro. Para ele, a Justiça reflete a realidade e não pode ser atacada por quem não gosta da imagem refletida por suas decisões.
As declarações de Barroso buscam reforçar a credibilidade institucional do STF em meio a uma conjuntura política sensível, marcada por tensões entre o Poder Judiciário e setores do bolsonarismo. O julgamento em curso poderá ter impactos significativos no cenário político nacional, e o presidente da Corte reiterou que o Supremo seguirá firme na defesa da legalidade e da democracia.




















