
O ex-governador de Mato Grosso do Sul e presidente regional do Partido Liberal (PL), Reinaldo Azambuja, utilizou suas redes sociais para defender a união das forças conservadoras do país. A manifestação ocorreu após a caminhada simbólica realizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que percorreu aproximadamente 240 quilômetros e ganhou repercussão em nível nacional.
Na avaliação de Azambuja, a iniciativa do parlamentar mineiro ultrapassou o campo do gesto individual e assumiu caráter coletivo, tornando-se um chamado à coesão política em torno de um projeto maior para o Brasil. Segundo ele, ações desse tipo evidenciam que avanços eleitorais e mudanças estruturais não são construídos de forma isolada.
Para o ex-governador, a mobilização também serve como alerta diante de disputas internas que, em sua leitura, acabam enfraquecendo o campo conservador. Ele defende que a maturidade política e a capacidade de diálogo são essenciais para o fortalecimento da direita no cenário nacional.
Ao tratar do atual momento político, Azambuja reconheceu que divergências fazem parte do processo democrático, mas destacou que a fragmentação prolongada compromete a construção de projetos vencedores. Para ele, é necessário enxergar além das disputas individuais e compreender a dimensão histórica do período vivido pelo país.
“Precisamos olhar ao redor e perceber que aquilo que nos une é muito mais forte do que aquilo que nos separa. Não se trata de nomes, mas de propósito. Não é sobre opinião pessoal, é sobre responsabilidade histórica”, ressaltou.
Presidente do PL em Mato Grosso do Sul, Azambuja lembrou que ingressou recentemente no partido levando consigo 19 prefeitos. Segundo ele, com a abertura da janela partidária em março, a legenda deverá receber novas lideranças, além de deputados federais e estaduais que disputarão as eleições pela sigla.
Em tom simbólico, o ex-governador utilizou uma metáfora para reforçar sua defesa da convergência política, afirmando que projetos consistentes não se constroem com isolamento, mas com cooperação e diálogo interno.
“Quem quer um Brasil diferente não levanta muros. Ajuda a construir a estrada. União não significa concordar com tudo, mas caminhar juntos para vencer”, completou.
O posicionamento ocorre em um momento estratégico do cenário político nacional e estadual. Em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja desponta como o principal nome na disputa por uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026, liderando levantamentos de intenção de voto.
A pré-candidatura conta com o apoio do governador Eduardo Riedel (PP) e do ex-presidente Jair Bolsonaro, principal liderança da direita no país, atualmente impedido de atuar politicamente — situação classificada por aliados e setores da oposição como fruto de perseguição política.
No cenário nacional, o Partido Liberal já sinalizou sua estratégia ao indicar o senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República. A definição fortalece o vínculo entre as disputas estaduais e o projeto político nacional da legenda, ampliando o peso do debate em Mato Grosso do Sul e consolidando o discurso de unidade defendido por Azambuja no campo conservador.



