A audiência foi realizada na quinta-feira (18) no plenário da Câmara – Divulgação
A audiência foi realizada na quinta-feira (18) no plenário da Câmara – Divulgação

As bibliotecas, que as pessoas frequentam ou trabalham, já não contemplam as necessidades nem dos usuários nem dos servidores seja do ponto de vista físico, tecnológico ou ideológico. Para reverter o quadro de baixa frequência às bibliotecas -um grave problema se levado em conta o papel desses equipamentos públicos na efetivação da cidadania, é necessário oferecer nestes espaços uma multiplicidade de serviços que extrapolem o empréstimo de material bibliográfico.

A avaliação foi feita pela Coordenadora-Geral do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas do Ministério da Cultura, Virginia Bravo, durante audiência realizada na quinta-feira (18) na Câmara Dourados.

A audiência, proposta e coordenada pelo vereador Cirilo Ramão (PMDB), teve como tema “Vamos discutir a biblioteca pública que queremos”, lotou o plenário da Câmara de Dourados com estudantes, técnicos em biblioteca, coordenadores de escolas, bibliotecários, professores e vereadores. Teve como resultados práticos o compromisso da secretária municipal de Educação, Denize Portolann, de discutir com a prefeita Délia Razuk (PR) a possibilidade de construção de uma nova biblioteca municipal e o compromisso do deputado estadual Renato Câmara (PMDB) em dar seguimento às conversações já iniciadas com os senadores Waldemir Moka (PMDB) e Simone Tebet (PMDB) a destinação de recursos, através de emendas parlamentares, para a edificação.

Outro tema amplamente discutido pelos participantes da audiência foi à necessidade de que seja revisto o sistema de gestão das bibliotecas municipais. A própria representante do Ministério da Cultura afirmou achar “inédito” que as bibliotecas municipais sejam vinculadas à secretaria municipal de Educação.

Das discussões sobre o assunto resultou a decisão que o vereador Cirilo Ramão enviará um documento à secretaria de Governo da Prefeitura solicitando que seja feita a gestão compartilhada das bibliotecas pelas Secretarias de Educação e de Cultura. “É no Ministério da Cultura que estão os recursos para estruturação, compra de acervos e outras políticas públicas voltadas às bibliotecas e literatura”, ponderou o vereador, acrescentando que os projetos para obtenção desses recursos precisam ser protocolados necessariamente pelas secretarias municipais de Cultura.

Cirilo também vai encaminhar outra decisão da audiência: a de que sejam convocados os bibliotecários previstos no PCCR (Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações).