Soldados afegãos fazem blitz em um posto de controle na província de Kandahar, após ataque talibã matar 43 soldados - Foto: EPA
Soldados afegãos fazem blitz em um posto de controle na província de Kandahar, após ataque talibã matar 43 soldados – Foto: EPA

Terroristas usaram veículos militares roubados dos EUA

Um atentado realizado pelo grupo fundamentalista islâmico Talibã na província de Kandahar, no sul do Afeganistão, na noite da última quarta-feira (18), deixou pelo menos 43 militares mortos.

O ataque ocorreu em uma base do Exército afegão e começou com a explosão de dois carros-bomba. Em seguida, numerosos insurgentes invadiram o edifício militar e trocaram tiros durante horas com as forças de segurança.

O Exército recebeu a ajuda da missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no país asiático, que atacou as posições talibãs e matou 10 terroristas. Seis soldados afegãos ainda estão desaparecidos.

Os carros-bomba utilizados na ação eram veículos de reconhecimento norte-americanos Humvee, roubados durante o longo conflito que assola a nação. Também na noite de quarta, seis agentes da Polícia do Afeganistão morreram em um tiroteio com talibãs na província setentrional de Balkh.

Na última terça-feira (17), uma série de ataques do grupo fundamentalista já havia deixado cerca de 80 mortos em quatro províncias do país. Tirado do poder pela invasão norte-americana de 2001, o Talibã segue ativo até hoje e comete recorrentes ataques no Afeganistão.

Os Estados Unidos ainda mantêm cerca de 10 mil soldados no país e estudam aumentar o contingente para conter o grupo fundamentalista. Os conflitos na nação asiática já geraram uma população de 1,8 milhão de deslocados internos e espalharam cerca de 2,5 milhões de refugiados pelo mundo.

Da AnsaFlash