O Palmeiras esteve longe de mostrar um futebol vistoso ou agradável na tarde desse sábado, no interior paulista. Lenta e mais uma vez prejudicada pela má fase de Borja, a equipe de Luiz Felipe Scolari arrancou um empate por 1 a 1 no estádio Jorge Ismael de Biasi graças a estrela do estreante Arthur Cabral e de Fernando Prass, grande responsável pelo gol de Cléo Silva, mas também herói na cobrança de pênalti de Murilo no momento em que o Novorizontino já estava à frente no placar e contou com o VAR para ter a oportunidade de ampliar o marcador.

O resultado mantém tudo igual no confronto das quartas de final. Como o gol fora de casa não é critério de desempate no Campeonato Paulista, terça-feira, no Pacaembu, a partir das 21h (de Brasília), os rivais oriundos do Grupo B novamente terão de buscar qualquer vitória simples se quiserem chegar à semifinal. Nova igualdade resultará em disputa de pênaltis.

O primeiro tempo do confronto talvez tenha sido prejudicado pelo forte calor de 30°C. O Palmeiras, claramente superior na individualidade de suas peças, passava a maior parte do tempo com a bola, enquanto os mandantes tentavam não perder a organização na marcação.

A lentidão chamava a atenção. Até mesmo o público não empolgava e tentava se proteger do sol de alguma maneira, a exceção da banda carnavalesca da Garra Tigre.

Faltava inspiração, faltava atitude dos jogadores e principalmente as jogadas coletivas bem executadas. Mas um atleta poderia ter mudado todo esse panorama: Borja.

Com apenas dois minutos de jogo, o centroavante colombiano ficou cara a cara com o gol e chutou em cima de Oliveira, substituto de Vagner, impedido de jogar por ter contrato vinculado ao clube alviverde.

Quando o cronômetro marcou dez minutos, de novo a bola sobrou para Borja, e dessa vez ele tinha ainda mais liberdade, posicionado já dentro da pequena área. O cabeceio, no entanto, saiu torto e fraco, para a revolta dos torcedores palmeirenses.

As oportunidades desperdiçadas por Borja culminaram em uma perda de ritmo que só favoreceu ao Novorizontino. E a tão esperada oportunidade que o time do interior esperava aconteceu aos 37 minutos.

Antônio Carlos errou ao tentar antecipar a marcação. Murilo ficou com a bola e arriscou de longe. Fernando Prass falhou com uma defesa apenas parcial e a Cléo Silva ficou na boa para estufar as redes. Os palmeirenses pediram toque no braço de Murilo, mas não tiveram a concordância do árbitro de vídeo.

A desvantagem parcial no intervalo fez com que Felipão sacasse Scarpa e Borja. Felipe Pires e Arthur Cabral foram para o campo. O centroavante, aliás, para fazer sua estreia com a camisa do Verdão.

A princípio, as mudanças não surtiram efeito. Pior ainda. Com 13 minutos de etapa final, o VAR entrou em ação para analisar um toque de mão de Antônio Carlos dentro da área. Com a indefinição de Thiago Peixoto, Raphael Claus chamou a responsabilidade depois de assistir ao replay e confirmou a penalidade.

Fernando Prass, que havia sido vilão no gol que abriu o placar do confronto, se redimiu ao voar no seu canto direito e espalmar a batida de Murilo.

E como a velha máxima de “quem não faz, toma” insiste no futebol, o castigo ao Tigre não demorou, veio 21 minutos, aliás, período que Arthur Cabral precisou para marcar seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras em um belo giro dentro da área.

Já com Lucas Lima em campo no lugar do apagado Ricardo Goulart e sem o sol para incomodar, a partida novamente caiu de ritmo. É verdade que o jogo ficou mais aberto, algo natural diante do cansaço dos jogadores, mas, nem Novorizontino nem Palmeiras conseguiram produzir algo, além de jogadas oriundas de bola parada.

No fim, pelo desempenho muito abaixo do que pode render e diante do pênalti defendido por Prass, os palmeirenses terminaram o jogo no lucro, cientes de que agora são ainda mais favoritos diante de seu torcedor, na partida de volta. O Tigre saiu de campo aplaudido, mas também consciente de que a sonhada vitória em casa escapou pelos dedos e dificultou o plano de ir à semifinal do Paulistão.

Ficha Técnica
Novorizontino 1 x 1 Palmeiras

Local: Dr. Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte (SP)
Data: Sábado, dia 23 de fevereiro de 2019
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Raphael Claus
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Luiz Alberto Andrini Nogueira
VAR: Thiago Duarte Peixoto
Cartão amarelo: Danielzinho (NOV)
Público: 4.014 pagantes / 4.925 total
Renda: R$ 238.210,00

GOLS:
Novorizontino: Cléo Silva, aos 37 minutos do 1T.
Palmeiras: Arthur Cabral, aos 21 minutos do 2T.

NOVORIZONTINO: Oliveira; Lucas Ramon (Dudu Vieira), Everton Sena, Edson Silva e Paulinho; Adilson Goiano, Jean Patrick e Cléo Silva; Murilo (Carlinhos), Danielzinho e Felipe Marques (Elvinho).
Técnico: Roberto Fonseca

PALMEIRAS: Fernando Prass; Mayke, Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Felipe Melo, Bruno Henrique e Ricardo Goulart (Lucas Lima); Gustavo Scarpa (Felipe Pires), Dudu e Borja (Arthur Cabral)
Técnico: Luiz Felipe Scolari

Da Gazeta Esportiva