Anunciado pelo Fluminense na última quinta-feira, Paulo Henrique Ganso foi apresentado nesta terça-feira, no auditório do Maracanã. Depois de receber a camisa 10 do presidente Pedro Abad, o meio-campista, bem alegre, risonho e à vontade para até fazer brincadeiras, concedeu entrevista coletiva.

De cara, o jogador agradeceu a oportunidade dada pelo clube, a confiança da torcida e citou o peso de Fernando Diniz na decisão. “Estou aqui para agradecer a confiança do presidente, dos torcedores do Fluminense. Recepção maravilhosa. As coisas já deram certo. Agora é expressar tudo dentro de campo, se divertir, e dar muitas alegrias para os torcedores do Fluzão”, disse.

“Primeiro passo foi a vontade do Fluminense e minha de jogar pelo clube. O resto sabíamos que iria se ajustar. O Fernando Diniz tem passo importante nisso, pois conversamos. Quando você sente que o treinador quer você para ajudar o clube, não tem como recusar o convite”, completou.

Sem atuar desde quatro de dezembro, na derrota do Amiens para o Monaco pelo Campeonato Francês, Ganso estipulou um prazo para sua estreia, mas lamentou a ausência na partida contra o Flamengo, no sábado, pela semifinal da Taça Guanabara. Antes, porém, nesta terça-feira, os tricolores encaram o River, do Piauí, pela Copa do Brasil.

“Já estaria pegando o avião para Teresina. Em uma semana, dez dias já é suficiente. É mais treinar com o grupo, se entrosar com os atletas, fazer treinamento com bola”, disse, lamentando estar fora do Fla-Fu. “É uma pena não jogar esses grandes jogos. Mas primeiro tenho que pensar em treinar bastante, estar bem preparado. Vamos ver quando estarei apto”, completou o atleta, que também não poderá atuar pela primeira fase da Copa Sul-Americana.

Quando questionado sobre as poucas chances no futebol europeu, Ganso disse que o extracampo pesou. “Aconteceram muitas coisas que influenciaram para que eu jogasse pouco, mas fora de campo. Alguns problemas, mas que não vêm ao caso. Quando joguei, fiz gols, dei assistências, mas sei que aconteceram algumas coisas”, disse.

“Isso passou. Foram dois anos e meio com poucas partidas. Importante é estar de volta. Cinco anos de contrato mostra a confiança no clube não só no meu futebol, mas na minha pessoa também”, acrescentou.

Apesar disso, o meio-campista afirmou que não se arrepende de ter ido para a Europa ao ser perguntado sobre o assunto. “De maneira nenhuma. Era o momento de sair do Brasil. Para mim e para minha família foram momentos maravilhosos. Profissionalmente acabou não sendo. Mas agora estamos de volta, para sermos felizes”, analisou.

Por fim, Ganso aproveitou para alfinetar o treinador Jorge Sampaoli, com quem trabalhou no Sevilla e amargou a reserva, sem sequer ser relacionado para alguns jogos. Quando questionado sobre atuar mais recuado, como um camisa cinco, posição em que o argentino cogitou escalá-lo, o novo jogador do Fluminense aproveitou para tirar sarro, fazendo referência à goleada sofrida pelo Santos, no último domingo, para o Ituano, por 5 a 1

“De cinco ele não quer nem ouvir (risos). Brincadeiras à parte, tiveram algumas coisas que aconteceram lá fora. Quando uma pessoa te pede para ir a um clube e não coloca você para jogar, alguma coisa está errada. A pessoa nem falar com você, não conversar, está errado. Mas isso passa, a gente esquece, vida que segue para todo mundo”, declarou.

Da Gazeta Esportiva