Apolo e Artemis: o par de brincos mais caro da história custou R$ 202 milhões

A prestigiada casa de leilões britânica Sotheby’s anunciou que vendeu no ano passado o par de brincos mais caros da história: US$ 57,4 milhões (R$ 202 milhões) por duas peças de diamante negociadas individualmente em um leilão em Londres em maio de 2017.

Batizados de Apolo e Ártemis – os irmãos mais venerados da mitologia grega -, a Sotheby’s afirmou que eles são também os brincos mais valiosos vendidos em um leilão, negociados com uma única pessoa que não quis se identificar.

“Fiquei feliz que as pedras permaneceram juntas”, disse David Bennett, presidente mundial da divisão de joalheria da Sotheby’s, no documento divulgado à imprensa.

A peça de 14,54 quilates azul, chamada de Apolo, era mais cara que a outra. Sozinha, ela valia US$ 42 milhões (R$ 148 milhões) por sua classificação tipo IIb, o que equivale a menos de 1% de todos os diamantes que existem no planeta.

Nos últimos anos, a única mina que ainda produz diamantes azuis com regularidade está na África do Sul: a mina de Cullinan. Quando colocadas em produção, menos de 0,1% de todas as fontes de diamantes demonstram alguma evidência da cor azul, de acordo com o Gemological Institute of America (GIA). Em outras palavras, é uma raridade ínfima de encontrar uma peça azulada.

A outra peça, de 16 quilates, foi vendida por mais de US$ 15,3 milhões (R$ 54 milhões). Ela foi classificada como tipo IIa, o que significa ser “a mais quimicamente pedra de diamante” que existe, segundo a GIA. Ainda de acordo com a entidade estadunidense, não mais que 3% de todos os diamantes são coloridos e menos de 5% deles são predominantemente rosas.

Para se ter uma ideia da valiosidade dos diamantes, eles superam qualquer brinco de ouro já vendido em leilões. Na verdade, a peça de ouro mais cara já vendida na história foi um iPhone 5 banhado com 24 quilates pelo joalheiro canadense Stuart Hughes e negociado por US$ 15 milhões (R$ 52,9 milhões) a um bilionário chinês.