A premiação foi realizada no Senac Gastronomia – Assessoria

Em um ano, a vida profissional de Emerson Diniz Leme passou por uma transformação. Ele era carteiro e, por meio do curso Técnico de Informática para Internet, feito gratuitamente no Senac Campo Grande, já está trabalhando na área em uma instituição no Parque dos Poderes. “Essa mudança representa um sonho e tudo o que está acontecendo é a prova de que a minha escolha tem sido acertada”. Emerson integra a equipe “Esperanza”, que na noite de segunda-feira (04/11) conquistou o primeiro lugar na terceira edição do programa “Talento Profissional Senac MS”.

Emerson, Laudicéia Pereira Fernandes e Wendel Tavares Lemes desenvolveram um aplicativo para tornar a comunicação mais rápida e eficaz entre o paciente portador de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) com familiares e membros da equipe de saúde, usando cache e mensagens pré-programadas. O App contribui, ainda, para a expressão do pensamento da pessoa portadora de ELA, resultando em uma melhor qualidade de vida. A equipe recebeu R$ 5 mil como estímulo ao projeto.

Para a docente do curso técnico de enfermagem Sandra Demétrio Lara, que coordenou a equipe, um ponto forte do grupo foi a integração de dois cursos técnicos, o de Tecnologia da Informação com a Saúde. “Alinhar as demandas de áreas que se completaram em prol de um objetivo tão nobre, foi incentivador para todos”, diz.

O programa – O objetivo do “Talento Profissional Senac MS” é estimular a pesquisa, a interação com a comunidade e com o ambiente real de trabalho. De acordo com o diretor regional do Senac MS, Vitor Mello, “contribuir com organizações e com a comunidade na solução de problemas ou melhorias de processos já fazem desse projeto um grande exemplo de como a educação, aliada ao aprendizado, pode contribuir com a sociedade. Mas nós também queremos ser os semeadores de um outro incentivo: o da pesquisa no ambiente técnico”.

Para a diretora de Educação Pedagógica do Senac, Jordana Duenha, os trabalhos apresentados mostram que a educação profissional tem a geração de conhecimento por meio da ciência e da pesquisa, e que é uma ideia equivocada a de que ela está vinculada somente à prática. “Além do desenvolvimento das competências, há a oportunidade de se usar a tecnologia aliada à pesquisa para transformar uma prática, um processo ou sugerir uma inovação”.

A premiação – Além da equipe Esperanza, do Senac Campo Grande, outros quatro finalistas chegaram à etapa estadual. O projeto “Reaproveitamento de frascos coletores utilizados nos laboratórios de análises clínicas”, do aluno Renan Eiji Izida Shinohara, do Senac Dourados, ficou com a segunda colocação e recebeu o prêmio de R$ 2,5 mil. Ele conta que a pesquisa sobre o produto e criação de um novo modelo de negócio, em que é possível a comercialização do produto desse reaproveitamento, foram os grandes desafios do projeto, já que estava num campo totalmente novo e com pouca literatura sobre o assunto.

“É nesse momento que a didática do Senac, que alia a prática com a teoria e incentiva a pesquisa, mostrou-se eficaz. Com apoio da equipe pedagógica, fomos incentivados a criar algo que pudesse impactar uma região, como é o caso do meu projeto, que tem apelo à conscientização do meio ambiente”, explica.

O terceiro lugar foi da equipe do Senac Três Lagoas, com o projeto “Ferramenta alerta de vacinas”, dos alunos Clayton Saboia e Brenda Eduardo da Silva. Eles criaram um App que auxilia e orienta sobre as principais vacinas, conforme a faixa etária. O projeto “Gestão de logística e marketing para pequeno comércio varejista”, dos alunos Wellington Barros da Silva, Daniel Alexandre Batistote Goes de Souza e Paulo Sousa Albuquerque, do Senac Zahran, em Campo Grande, conquistou o quarto lugar.

A premiação foi realizada no Senac Gastronomia e contou com a presença dos familiares dos alunos, além dos gestores do Senac e professores.