Antes da popularização, cassinos já lançavam mão das hoje costumeiras “lives”

Sente-se que a crise atual criou novos paradigmas antes quase “alienígenas” para uma parte grande da população brasileira, principalmente quando se trata das pessoas de mais idade no país. Estes antes acostumados a realizar boa parte de suas atividades presencialmente, estando no recinto enquanto as mesmas tomavam lugar, agora tem de se acostumar aos tempos onde muitas destas atividades são feitas de forma digital.

Entretanto essa “novidade” não é tão nova assim. Principalmente no campo de diversões, distrações e entretenimento virtual, onde as transmissões ao vivo tem virado uma rotina. Esta já é uma realidade há anos para aqueles que se imergiram de forma quase total aos ambientes online, com tais transmissões sendo às vezes parte de suas rotinas diárias quando estão fora das obrigações de trabalho ou de estudo.

É inegável que a “onda” se intensificou nestes novos tempos, como mostram as transmissões de festivais como o Som da Concha, realizado pela Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul, tendo uma edição totalmente digital. Entretanto aqueles que já viviam as realidades virtuais de outras formas, já estavam mais do que acostumados com essa nova realidade das mídias e do entretenimento em si.

Fonte: Unsplash

Um dos ramos de entretenimento que foi rápido em adotar o método de transmissões ao vivo através da internet, foram os cassinos. Algo que não é grande surpresa, considerando a maneira em que os cassinos são rápidos em tentar adaptar para si tecnologias de ponta de forma a atrair novos clientes para suas plataformas, tanto as físicas como as virtuais.

No caso dessa adaptação do físico para o virtual, e do analógico para o digital, os cassinos se viram em uma encruzilhada. Uma vez que as mesas de jogos eram uma maneira de atrair para si turistas e clientes regulares, que também dispendiam seus recursos em outras estruturas das casas como hotéis e restaurantes, seria possível reproduzir tal experiência de forma digital? E seria possível também manter uma clientela fidelizada caso não se fosse possível oferecer aos jogadores estas benesses “auxiliares”, por conta da natureza digital da internet?

No fim os empresários do ramo decidiram que valeria a pena tomar esse risco, que era tão grande quanto tantos outros que eles já haviam tomado em outras décadas com a construção de cassinos que eram ao mesmo tempo casas de show, hotéis e restaurantes. E o investimento deu muito certo.

Hoje os cassinos digitais são capazes de oferecer jogos que provêm uma experiência bastante semelhante aos dos cassinos físicos. Alguns dos mais populares jogos de cassino encontram-se na Royal Panda, que oferece tanto os jogos de forma mais “tradicional”, como os caça-níqueis Book of Dead e Starburst; como as formas mais modernas dos jogos que hoje trazem integração com a tecnologia de transmissão ao vivo, caso do Live Roulette, Live Blackjack e Craps Live. Tudo isso seguindo os protocolos de segurança online mais avançados da atualidade, e seguindo também as melhores práticas de atendimento ao cliente para continuar a dar aos jogadores as melhores experiências possíveis.

As transmissões ao vivo dos cassinos costumam trazer para as mesas jogadores de todas as partes do mundo, alguns deles se reunindo em conjunto e discutindo as sessões em salas de chat. Mas existe também a experiência de jogos no modo “lounge”, com espaço de jogadores reduzido, ou até com mesas exclusivas caso esse seja o desejo do jogador em questão.

Este último vai contra o princípio do que são as transmissões de shows ao vivo hoje em dia, onde grandes audiências são o anseio dos artistas que realizam as famigeradas “lives” de forma regular. E os artistas brasileiros são especialistas no quesito, uma vez que 16 das 20 maiores transmissões de shows ao vivo feitas via YouTube até julho de 2020 eram de artistas do Brasil.

E mesmo após o fim da crise, é bem possível que esta forma nova, mas nem tanto, de alcançar fãs mais novos e mais velhos permaneça em evidência. Pois para além de ajudar aqueles que estão com a mobilidade reduzida por um sem-número de fatores, as “lives” são também espaços democráticos onde fãs de todos os cantos do país e até do planeta podem se conhecer e interagir entre si, de forma diferente daquela que acontece em shows tradicionais. Isto em conjunto com os efeitos positivos que as transmissões tem sobre números de streaming em plataformas como Spotify e Deezer, são um grande motivador para artistas de qualquer porte a continuar a se comunicar através das redes nestes shows.

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