“O recurso da vaga zero deveria ser algo excepcional, no entanto em nosso Estado já se tornou algo corriqueiro, ontem (2) haviam vários pacientes para ser alocados e não tinha vaga”.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM/MS) fiscalizou na tarde desta quarta-feira (2), a Santa Casa de Campo Grande e a Central de Regulação de vagas e constatou que o serviço público de saúde está pedindo socorro.

De acordo com o presidente do CRM/MS, Celso Rafael Gonçalves Codorniz, os grandes hospitais do estado estão sem vagas, com fila de espera e com dificuldades para receber pacientes.

Segundo ele, a situação da Santa Casa de Campo Grande está crítica, com  superlotação. “Das salas do centro cirúrgico apenas três poderão ser usadas, pois os outros estão com pacientes que deveriam ser transferidos para o Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI), além disso, a área de urgência do pronto socorro está lotada, chegando ao ponto da direção do hospital suspender cirurgias eletivas e ameaçar fechar os portões de entrada de ambulâncias com aviso de superlotação, o que é proibido tanto por resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) quanto pelo código penal”, frisou o presidente.

A Santa Casa por outro lado alega falta de leitos o que impossibilitaria de receber novos pacientes. Estes dados que foram confirmados pela fiscalização do CRM/MS e neste caso, a legislação determina que a administração municipal compre leitos em rede particular.

A Central de Regulação de vagas também vem enfrentado dificuldades, pois há uma grande demanda e falta leitos. Codorniz declara que a situação é angustiante, desesperadora. “A falta de vagas em Mato Grosso do Sul é um problema crônico. O recurso da vaga zero deveria ser algo excepcional, no entanto em nosso Estado já se tornou algo corriqueiro, ontem (2) haviam vários pacientes para ser alocados e não tinha vaga”.

O presidente do Conselho ressaltou que a fata de comprometimento por parte do governo Federal em investir em Saúde é um dos fatores que ocasionam estas calamidades. O ministro, Ricardo Barros tem demonstrado um total despreparo em sua gestão.