André Nezzi reúne secretários e determina corte de gastos em Caarapó

Prefeito André Nezzi debate contenção de gastos em reunião com os secretários municipais – Foto: Dilermano Alves

Reduzir despesas com a máquina pública, de modo a equilibrar as finanças municipais sem prejudicar a prestação de serviços à população. Esta foi a tônica da reunião convocada pelo prefeito de Caarapó, André Nezzi (PSDB), realizada na manhã desta terça-feira (20), com todo o secretariado municipal.

“Todos já sabem, mas é sempre bom lembrar que, entre junho e outubro, temos uma queda acentuada nas receitas municipais”, disse o dirigente. “Nesse período, precisamos apertar o cinto e gastar o mínimo possível”, sublinhou.

Tendo como suporte os números apresentados pelo secretário de Administração e Finanças, Ênio Vasconcelos – que indicam queda média mensal de R$ 600 mil nas receitas -, o prefeito de Caarapó determinou a adoção de medidas de contenção de gastos, como redução de horas extras, plantões e de viagens para fora do município, além do pagamento de diárias, entre outros. “Precisamos reduzir as despesas, no mínimo, na mesma proporção da queda da receita”, pregou.

Na avaliação de André Nezzi, as medidas propostas se justificam pelo fato de que é preciso manter em dia a folha salarial dos servidores, honrar compromissos com fornecedores e manter funcionando a máquina pública, responsável pelos serviços direcionados à população.

“Estamos absolutamente em dia com a nossa folha salarial, sem atrasos, e não podemos correr o risco da inadimplência”, defendeu o mandatário, lembrando que as medidas de austeridade já tomadas pela administração possibilitaram, inclusive, o adiantamento de 50% do 13º salário do funcionalismo municipal, liberados no mês passado. “Com essas medidas de corte de gastos, podemos garantir o pagamento do auxílio-alimentação aos servidores que se enquadram na lei”, continuou o prefeito, referindo-se à iniciativa de beneficiar com até R$ 250, a título de auxílio, os servidores que ganham até R$ 1,5 mil por mês.

“Esse é um tempo de vacas magras, mas as coisas vão melhorar. A gente espera que a partir de outubro tenhamos uma recuperação da receita, quando então poderemos respirar melhor. Enquanto isso, é pé no freio, para podermos manter as nossas finanças equilibradas, como temos feito ao longo da nossa gestão”, concluiu o prefeito André Nezzi.