Os alunos das escolas do Sesi de Três Lagoas e Aparecida do Taboado integram o grupo de estudantes da rede nacional de ensino da instituição e apresentam projetos inovadores na 10ª edição da Olimpíada do Conhecimento, realizada entre 5 e 8 de julho, no CICB (Centro Internacional de Convenções do Brasil), em Brasília (DF). O evento é promovido pelo Sesi e Senai para estimular o interesse dos jovens pela educação profissional e apontar as tendências do mercado de trabalho.

Integrantes do grupo de iniciação científica da Escola do Sesi de Aparecida do Taboado, os alunos Gabriel Felipe Pavão, Karolyna Michaella da Silva e Paulo Eduardo Souza foram apresentar um tubete usado para o plantio de mudas de hortaliças, confeccionado a partir de celulose reciclada associada a substratos orgânicos. Na Escola do Sesi de Três Lagoas, os estudantes Elian Abrão, Renata Pereira e Letícia da Silva criaram um gerador de energia com imãs neodímio a partir de imãs encontrados em HDs queimados que seriam descartados na natureza.

Para o superintendente do Sesi, Bergson Amarilla, os projetos são bastante inovadores e a participação na Olimpíada do Conhecimento contribui para a formação dos jovens enquanto profissionais do futuro. “Estamos constantemente discutindo a Escola do Futuro e a Indústria 4.0 e este momento é uma oportunidade para nossos alunos e professores avançarem nessa direção ao interagir com estudantes de outras escolas do País e conhecer projetos do Sesi e Senai”, avaliou.

Gerente de educação do Sesi, Simone Cruz destaca o contato dos alunos e equipe pedagógica da instituição com o que há de mais moderno em termos de tecnologia e inovação. “Favorecer o desenvolvimento da iniciação científica na educação básica é extremamente estimulante para a construção da autonomia intelectual dos alunos, preparando seus olhares para o mundo a sua e volta e desenvolvendo habilidades de resolver problemas. Culminar este trabalho em eventos de pesquisa e inovação e oportunidade única de desenvolvimento”, acrescentou.

Aparecida do Taboado

A ideia dos alunos da Escola do Sesi de Aparecida do Taboado surgiu quando eles identificaram que, na maioria das hortas, as mudas são plantadas com materiais de plástico, gerando acúmulo de lixo. “O ‘sacolé’, como é chamado, é ecologicamente incorreto, por ser um plástico depositado na natureza. Então, a partir deste problema desenvolvemos o nosso projeto, um tubete biodegradável que tem o intuito de auxiliar no plantio das mudas com substratos”, explicou o estudante Gabriel Pavão.

Segundo o aluno, que está na 1ª série do Ensino Médio, foram realizados testes com diversas matérias orgânicas até chegar a um tubete com a composição ideal para um plantio sustentável. “Chegamos a uma combinação final de esterco, terra vermelha, raspa de carvão e mato, que já foi testado em uma horta e só de olhar para as hortaliças era notável que elas estavam muito bonitas, em média 10 centímetros maiores que o tamanho normal”, assegurou.

Orientador do projeto, o professor articulador da iniciação científica Vinicius Agostini Machado avalia que a participação no evento contribui para que os alunos entendam a responsabilidade que eles detêm sobre a construção de um futuro melhor. “Tem sido um momento fantástico compartilhar experiências com outros visitantes e alunos de outros grupos, neste ambiente rico e interativo”, disse.

Três Lagoas

Sob orientação do professor Celson André de Lima Júnior, os alunos da Escola do Sesi de Três Lagoas desenvolveram o gerador de energia que, conforme as pesquisas dos estudantes, já têm uma aplicação prática: pode ser usado nas indústrias, que usam ventiladores nos tetos para climatizar o ambiente de trabalho, além de reduzir a geração de lixo eletrônico.

“Desde o início pensamos em criar um projeto que fosse desenvolvido para ser limpo e renovável, já que a maioria da energia que existe hoje é poluente e, muitas vezes, não-renováveis. Então tivemos a ideia de pegar esses imãs, que são encontrados em HDs queimados, e criar o gerador de energia. Fizemos diversos testes com outros materiais, como rodas de bicicleta, spinner e exaustores, até pensarmos em colocar indutores como engrenagens que, com pouca movimentação, conseguem um alto aproveitamento, gerando bastante energia”, descreveu a aluna Renata Pereira, que também estuda na 1ª série do Ensino Médio.

Para o professor Celson Júnior, a participação dos alunos na Olimpíada do Conhecimento é um momento para que aprimorem o conhecimento e desenvolvam ideias para aprimorar o projeto. “Este é um momento para que os alunos adquiram muita experiência, tanto científica quanto cultural, algo que, de modo geral, não se vê na educação básica, e o Sesi está proporcionando isso e inspirando docentes e alunos para que se aperfeiçoem cada vez mais neste caminho”, concluiu.

A competição

A Olimpíada do Conhecimento 2018 apresenta, em um espaço de 25 mil m², a Cidade Inteligente e a Escola do Futuro. Nesses ambientes, o Sesi e o Senai estão mostrando inovações que prometem melhorar a qualidade de vida nos centros urbanos e revolucionar a educação.

A Olimpíada é uma forma de estimular o interesse dos jovens pela educação profissional e apontar as tendências no mundo do trabalho. Nesta edição, o evento busca conscientizar os brasileiros da importância da formação dos profissionais responsáveis pela sociedade do futuro. Durante o evento, também será realizada a seletiva para a Worldskills 2019, que será promovida no próximo ano em Kazan, na Rússia.