Com o tema “Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável”, os alunos das escolas do Sesi de Campo Grande, Aparecida do Taboado e Naviraí tiveram os trabalhos aprovados para participar da Feira de Ciência e Tecnologia do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), que começou ontem (02/10) e prossegue até sábado (05/10). Na Capital, seis grupos de alunos apresentaram trabalhos sobre diversos assuntos, como o empoderamento feminino, casas sustentáveis para moradores de lixão, comunicação escolar por meio de rede social interna e mini umidificador de ar automático.

A aluna Giovana Amaral Umar, da 3ª série do Ensino Médio e que apresentou trabalho sobre os impactos psicológicos da modernidade líquida dentro de um contexto estudantil, acredita que a feira servirá para aprimoramento do trabalho e interação com outras perspectivas de pesquisa. Para a aluna Mariana Arfux Pereira Cavalcante, também da 3ª série do Ensino Médio, ela e o grupo pensaram na acessibilidade e comodidade dos usuários quando desenvolveram uma cafeteira ativada por comando de voz. “Queríamos que as pessoas pudessem economizar tempo ao fazer um café e unir a tecnologia da Indústria 4.0 ao cotidiano”, explicou.

Para a professora e orientadora Daniela Navarro Dias Andrade, a feira ajuda os alunos a explanarem sobre o que pesquisam em sala de aula e ainda recebem um feedback sobre o trabalho apresentado. “Esses alunos passam a se valorizar mais adquirirem um melhor conhecimento de pesquisa científica. Me sinto emocionada e muito feliz por poder auxilia-los e mostrar o caminho certo”, ressaltou.

Aparecida do Taboado

Em Aparecida do Taboado, a Escola do Sesi teve dois grupos aprovados com temas relacionados à proteção do meio ambiente. O primeiro deles é sobre a elaboração de um recipiente biodegradável para plantio de mudas confeccionadas a partir de celulose reciclada associada a substratos orgânicos impermeabilizado por polímeros extraídos do arroz. Trata-se de um tubete biodegradável, de baixo custo, que visa ajudar o meio ambiente e proporcionar vantagens ao agricultor, substituindo os atuais modelos de tubetes produzidos a partir de materiais derivados de petróleo.

O outro projeto é sobre propriedades repelentes do noni (morinda citrifolia) aplicadas ao caruncho do milho (Sitophilus zeamais). Por meio das referências bibliográficas e testes realizados, foi possível constatar a ação repelente do extrato vegetal do noni em recipientes fechados utilizados para armazenamentos de grãos, evitando assim a proliferação de carunchos nos mesmos.

Naviraí

Já em Naviraí a Escola do Sesi teve aprovados 11 grupos com temas de automação de equipamentos e sustentabilidade. Entre eles está um sobre reduzir o uso de celulares em presídios do Brasil, bloqueando os sinais dos aparelhos sem causas transtornos aos moradores dos arredores e a um custo mais baixo, pois se baseia na gaiola de blindagem eletrostática, a gaiola de Faraday. A ideia base é construir uma gaiola ao redor do bloco celas, local onde provavelmente os detentos utilizando os celulares. Uma vez instalada a gaiola irá bloquear ou reduzir drasticamente a qualidade do sinal e somando com as paredes do prédio se tornará praticamente impossível o preso conseguir um sinal de qualidade para realizar ligações ou enviar mensagem.

Outro aborda como melhor dinamizar o tempo do pequeno produtor rural com o AAT (Alimentador de Animais Automatizado), um projeto desenvolvido para o meio rural com o objetivo de auxiliar os produtores na alimentação de seus animais, sem ter necessidade de dosar manualmente a quantidade de alimento. Tem também um projeto que visa solucionar o problema de quando o cadeirante está em deslocamento e é apanhado de surpresa por uma chuva, criando a Smart Chair, que apresenta um protótipo de uma cobertura automatizada acionada e desativada quando necessário pelo usuário.