Bolsas globais avançam após EUA e China anunciarem redução mútua de tarifas por 90 dias
O recuo nas tarifas comerciais entre Estados Unidos e China animou investidores e provocou uma forte alta nos mercados globais nesta segunda-feira (12). O acordo entre as duas potências prevê a redução mútua das tarifas por um período inicial de 90 dias, o que ajudou a acalmar os temores de recessão e restaurar parte da confiança nos mercados financeiros.
Na Ásia, os índices reagiram com força. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 2,98%, com o setor de tecnologia avançando mais de 5%, marcando os maiores ganhos diários desde março. Em Xangai, o índice principal avançou 0,82%, e o CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, teve alta de 1,16%. O iuan se valorizou, atingindo o maior nível em seis meses frente ao dólar.
Na Europa, os principais índices também operaram no positivo. O DAX alemão subiu 1,2%, o CAC francês 1% e o FTSE de Londres 0,3%. Os futuros dos EUA indicavam abertura em alta, com o Dow Jones projetado para subir 2,1%, o S&P 500 com avanço de 2,7% e o Nasdaq, 3,6%.
O otimismo refletiu ainda no câmbio e nas commodities. O índice do dólar ICE, que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas fortes, avançou 1,3%, atingindo US$ 102. Já o petróleo Brent, principal referência global da commodity, registrava alta de 2,8%.
Para analistas, o acordo de 90 dias representa uma trégua estratégica. Segundo o estrategista Neil Wilson, da Saxo Markets, o gesto “compra tempo” para negociações mais amplas, embora persista a percepção de que os EUA buscam, de fato, uma dissociação econômica da China.



















