A Caixa Econômica Federal travou o andamento de assinatura de contratos de financiamento de imóveis pelo Programa Minha Casa Minha Vida. Quando o contrato é assinado, a Caixa paga à vista o valor do imóvel ao construtor e o cliente assume a dívida junto ao banco. Há processos parados há quase um mês.

“Dá a entender que está faltando dinheiro, este dinheiro é oriundo do Fundo de Garantia”, diz Adão Castilho, presidente da Acomasul, a Associação dos Construtores de Mato Grosso do Sul.

A Acomasul entrou em contato com a Superintendência da CEF em Mato Grosso do Sul e teve como resposta que o banco está reorganizando as verbas. Porém, a CEF já emitiu comunicado para as agências darem preferência para contratos que possuem menores quotas de financiamento, e para clientes que tenham uma gama maior de relacionamento com o banco.

“A própria CEF já admitiu que os pequenos construtores são responsáveis por até 60% do financiamento de imóveis do Minha Casa Minha Vida. O governo federal deveria estimular o setor e não cortar recursos. A construção civil é o alicerce da economia, por meio dela é possível retomar o crescimento do Brasil mais rapidamente”, explica Castilho. Estima-se que a cada R$ 1 aplicado na construção civil são gerados R$ 3 em outros setores da economia.

Para tentar uma resposta sobre o que está acontecendo foi agendada uma reunião na próxima quarta-feira, 27/09 a partir das 16h, em Brasília com a presidência da CEF e com o Ministro das Cidades, Bruno Araújo. A reunião será com a FENAPEC (Federação Nacional dos Pequenos Construtores) da qual faz parte a Acomasul.

Paralelo a tudo isto, a CEF já anunciou que a partir desta segunda-feira, 25/09, vai reduzir o teto de financiamento de imóveis usados para 50%. No mês passado, a Caixa já havia reduzido o limite de financiamento de imóveis usados de 70% para 60% dependendo da linha de financiamento.

Também no mês passado, a CEF já havia anunciado corte de 90% para 80% no teto de financiamento para imóveis novos, no caso da tabela SAC (que reduz o valor das prestações ao longo dos anos), e é a modalidade mais utilizada.

Em julho, a CEF também suspendeu a linha de financiamento do Pró-Cotista, modalidade que depois do Minha Casa Minha Vida tem juros mais atrativos. O Pró-Cotista só deve retornar em 2018.