A Terapia Ocupacional contribui para a saúde mental?

Oficinas de artesanato fazem parte da Terapia Ocupacional – Assessoria

Nesta segunda-feira (19), é celebrado o “Dia Mundial do Terapeuta Ocupacional”. A técnica utiliza ocupações humanas para promover o bem-estar emocional, físico, social e psicológico. O profissional dessa modalidade, terapeuta ocupacional, insere algumas práticas na rotina do paciente, para que ele possa trabalhar a autoestima e substituir alguns hábitos. Esse ofício pode ser realizado em escolas, hospitais, centros de reabilitação, comunidades carentes, entre outros lugares.

O profissional da Terapia Ocupacional irá verificar o quadro do paciente e o que o impede de executar as suas atividades. Então, propõe novas maneiras para utilizar o tempo livre, na busca de auxiliar o paciente na manutenção da sua saúde mental.

A Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) possui, no Centro Integrado de Atenção Psicossocial (Ciaps), atendimento especializado em Terapia Ocupacional. Ainda, trabalha essa modalidade com beneficiários em tratamento contra o câncer por meio do programa de prevenção “Arteterapia”.

Desenvolvido pela diretoria de Assistência à Saúde (DAS), beneficiários que utilizam o serviço oncológico do plano de saúde participam de oficinas de artesanato e dialogam sobre os desafios e dificuldades do tratamento contra o câncer, com o acompanhamento da terapeuta ocupacional Elizângela de Carvalho da Silva. O objetivo da ação é promover a socialização entre as pacientes, autoestima e despertar de novas habilidades.

A terapeuta ocupacional, Elizângela de Carvalho Silva, ressalta a importância de atividades que despertem sentimentos positivos nos pacientes. Para a terapeuta, o propósito é tirar o foco da dificuldade ocasionada pela doença. “É uma forma dessas pessoas descontraírem, elas chegam desmotivadas e saem com a certeza de que podem muito mais”.

A paciente Maria Rosa Paulino de Souza está em tratamento no Hospital Cassems de Campo Grande e explica que costuma participar da programação realizada para as pacientes. “Tenho apoio familiar para passar por esse período, mas sinto falta de pessoas que entendam o que estou vivendo e, aqui, tenho a oportunidade de conversar abertamente sobre isso. Esses encontros engrandecem e fortalecem, fazem com que nos sintamos mais leves, pois podemos conviver com outras pessoas que tiveram essa mesma experiência com a doença”.

A coordenadora da Assistência Social da Cassems, Solene Lopes, aponta que as ações realizadas para pacientes da Oncologia são feitas mensalmente com cerca de 30 a 40 pacientes com câncer de mama. “Tudo o que estamos desenvolvendo é de acordo com as sugestões delas. Tivemos uma roda de conversa e as maiores necessidades era a nutrição e a recreação, então fizemos as aulas de culinária, a Arteterapia e, em algumas ocasiões, tivemos aula de Yoga e Automaquiagem”.