• Por Rosa Floriano

Essa semana conversando com minha irmã e, estávamos comentando sobre as questões sociais, e a motivação das coisas. Um dos assuntos que ela falava era justamente a desinformação das pessoas. Hoje temos respostas rápidas através de “facebook’ mas faltam assuntos consistentes. E por incrível que parece as pessoas precisam mesmo de informação e cultura, e ela dizia justamente a importância de ser colunista e usar o espaço para esclarecimentos e promoção de debates. E assim aproveito essa semana para comentar sobre o Bolsa Família. Por isso, Edilaine, este artigo é em sua homenagem e certamente vai ajudar a esclarecer muitas outras mães, e que a nossa mãe “Lúcia” se orgulhe de nós duas por termos essa preocupação com o próximo.. Sei que eminentemente o que escrevo é voltado pra a área ambiental, mas como mulher precisamos ajudar a mudar este país, através da cultura de informação e isso vale para todas as áreas.

O Bolsa Família é o maior desembolso social da União, consumindo cerca de R$ 29 bilhões anuais, distribuídos a quase 14 milhões de famílias. Os inscritos no Bolsa Família começaram a receber na quarta-feira passada o benefício com reajuste de 5,67%. O pagamento foi escalonado até o dia 31 deste mês. Para saber o dia em que o dinheiro pode ser retirado, basta que o beneficiário confira o Número de Identificação Social (NIS) impresso no cartão. Aqueles que terminam com final 1 podem sacar no primeiro dia do pagamento. Os com final 2, no dia seguinte e assim por diante. Os recursos ficam disponíveis para saque por um período de três meses. O benefício é destinado às famílias inscritas no Cadastro Único e com renda mensal per capita de até R$ 89, além daquelas com renda mensal por pessoa de até R$ 178 que tenham entre seus integrantes gestantes, crianças ou adolescentes. A ideia foi corroborada por Ricardo Paes de Barros, hoje com 63 anos, um especialista em desigualdade social e combate à pobreza, é considerado no meio econômico como o “pai do Bolsa Família”. Por mais de 30 anos, trabalhou no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Entretanto quero ressaltar algumas normas necessárias para garantir o direito ao programa Bolsa Família, e uma das dicas é acompanhar a frequência dos filhos, na escola. Além da frequência, os pais devem ficar atentos ao desempenho da criança nas salas de aulas O programa exige uma frequência escolar mínima de 85% da carga horária mensal para estudantes de 6 a 15 anos e de 75% para estudantes de 16 e 17 anos. Caso os filhos mudem de escola, é preciso informar os novos dados no Cadastro Único.Se essa informação de onde a criança está matriculada, não estiver atualizada não se consegue fazer o acompanhamento escolar dela. Isso pode levar a uma suspensão ou a um cancelamento do benefício Durante a matrícula, também é importante avisar a escola, que o aluno é beneficiário do programa. A informação permite à instituição, saber que a frequência do aluno precisa ser registrada no Sistema Frequência do Ministério da Educação. Assim por meio das condicionalidades, o Governo Federal consegue identificar as famílias que estão com dificuldade de acessar os serviços de educação. Nesses casos, elas passam a receber atenção prioritária da assistência social para que voltem a ter acesso a esses serviços regularmente. A pobreza é uma situação que assola países emergentes e as rendas baixas dificultam o acesso aos direitos básicos do cidadão e o Bolsa Família tem esse primor. Precisamos ajudá-lo a ser bem utilizado pelas famílias, pois muitas vezes alguns grupos familiares  precisam dessa alavanca para começar seu desenvolvimento.

  • Colunista do AGORAMS