
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Casa Branca, em Washington, nesta quinta-feira (7), após reunião seguida de almoço com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a Agência Brasil, o encontro reuniu autoridades dos dois países e durou cerca de três horas.
A expectativa inicial era de que Lula e Trump falassem com a imprensa no Salão Oval depois da reunião, mas a programação foi alterada. O presidente brasileiro deve conceder entrevista ainda nesta tarde, na sede da embaixada do Brasil na capital norte-americana.
Nas redes sociais, Trump afirmou que o encontro tratou de “muitos tópicos”, entre eles comércio e tarifas. O presidente norte-americano classificou a reunião como produtiva e disse que representantes dos dois governos já têm novos encontros previstos para discutir pontos considerados estratégicos.
Lula chegou à Casa Branca pouco depois do meio-dia, pelo horário de Brasília. A reunião havia sido articulada previamente pelas equipes diplomáticas, com uma pauta ampla envolvendo comércio, combate ao crime organizado, temas geopolíticos e minerais críticos.
No mês passado, Brasil e Estados Unidos anunciaram um acordo de cooperação para enfrentar o tráfico internacional de armas e drogas. A parceria prevê troca de informações sobre apreensões realizadas nas aduanas dos dois países, com o objetivo de acelerar investigações sobre rotas, padrões e vínculos entre remetentes e destinatários de produtos ilícitos.
A comitiva brasileira contou com a presença dos ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores; Wellington César, da Justiça e Segurança Pública; Dario Durigan, da Fazenda; Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Alexandre Silveira, de Minas e Energia; além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O encontro ocorre em meio a um histórico recente de tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Desde 2025, a relação bilateral passou a enfrentar novos atritos em razão da política tarifária adotada por Trump, marcada por medidas protecionistas semelhantes às implementadas durante seu primeiro mandato.
Entre os principais pontos de divergência estão as tarifas de 25% aplicadas sobre importações de aço e alumínio, medida que atingiu diretamente o Brasil, um dos fornecedores relevantes desses produtos ao mercado norte-americano. Posteriormente, os Estados Unidos também anunciaram cobranças adicionais sobre diferentes itens brasileiros, alegando falta de reciprocidade comercial.
Diante do cenário, o governo brasileiro ampliou as negociações diplomáticas, acionou a Organização Mundial do Comércio e reforçou instrumentos legais de reciprocidade e eventual retaliação. Embora os Estados Unidos tenham recuado parcialmente no fim de 2025 e no início de 2026, com exclusões de produtos e adoção de uma tarifa global temporária de cerca de 10%, setores como aço e alumínio continuam submetidos a taxas elevadas.




















