segunda-feira, 27 - abril - 2026 : 10:39

Mercado eleva projeção da inflação para 2026 pela sétima semana seguida

A estimativa consta no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 27, pelo Banco Central © Marcello Casal Jr/ABr

O mercado financeiro voltou a revisar para cima as expectativas de inflação para 2026, marcando a sétima elevação consecutiva nas estimativas. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu para 4,86% ao fim do próximo ano.

Na semana anterior, a estimativa apontava inflação de 4,80%, já acima do patamar observado há quatro semanas, quando o índice projetado era de 4,31%. O movimento contínuo de alta nas previsões reforça a percepção de pressão persistente sobre os preços no país.

Para os anos seguintes, o cenário indica uma desaceleração gradual. O mercado projeta inflação de 4% em 2027 e de 3,61% em 2028, sugerindo convergência mais próxima das metas estabelecidas no médio prazo.

Os dados mais recentes da inflação ajudam a explicar o comportamento das expectativas. Em março, o IPCA registrou alta de 0,88%, impulsionado principalmente pelos grupos de transportes e alimentação, superando o índice de fevereiro, que havia ficado em 0,7%. No acumulado de 12 meses, a inflação oficial chegou a 4,14%, segundo o IBGE.

Diante desse cenário, a política monetária segue como principal instrumento de controle inflacionário. Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, está fixada em 14,75% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

As projeções do mercado indicam que a Selic deve encerrar 2026 em 13%, mantendo o mesmo patamar estimado na semana passada, mas acima dos 12,5% previstos há um mês. Para os anos seguintes, a expectativa é de redução gradual, com a taxa em 11% em 2027 e 10% em 2028.

No campo da atividade econômica, houve leve revisão para baixo nas projeções de crescimento. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve avançar 1,85% em 2026, abaixo do 1,86% estimado anteriormente. Para 2027, a expectativa é de expansão de 1,80%, indicando ritmo moderado da economia.

Já no câmbio, as previsões apontam uma trajetória mais favorável para o real. A expectativa é de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,25, abaixo dos R$ 5,30 projetados na semana passada e dos R$ 5,40 estimados há quatro semanas. Para 2027 e 2028, as projeções indicam a moeda norte-americana em R$ 5,35 e R$ 5,40, respectivamente. (Com Agência Brasil)

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