sábado, 18 - abril - 2026 : 20:05

FCO aprova R$ 122,9 milhões em projetos durante reunião na Expogrande

Foram aprovadas 72 cartas-consulta; R$ 33,2 milhões para FCO Empresarial, enquanto o FCO Rural somou R$ 89,7 milhões – Foto: Andressa Camillo

O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), reforçou nesta terça-feira (15) o papel estratégico do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) como instrumento de fomento ao desenvolvimento econômico regional. O tema foi destaque durante a 4ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO (CEIF/FCO), realizada na Expogrande 2026.

Participaram do encontro o secretário Artur Falcette, da Semadesc, o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta, o presidente da Central Sicredi Brasil Central, Celso Figueira, o secretário-adjunto Alex Melotto, além de conselheiros e representantes de instituições financeiras parceiras.

Durante a reunião, foram aprovadas 72 cartas-consulta, contemplando projetos nas modalidades Empresarial e Rural. No FCO Empresarial, foram destinados R$ 33,2 milhões, enquanto o FCO Rural somou R$ 89,7 milhões, totalizando R$ 122,9 milhões em investimentos aprovados. Para 2026, o orçamento inicial do FCO destinado a Mato Grosso do Sul é de R$ 3,5 bilhões, com divisão equilibrada entre os setores empresarial e rural, cada um com 50% dos recursos. Há, ainda, a possibilidade de ampliação desse montante ao longo do ano.

Segundo o secretário Artur Falcette, o FCO é essencial para garantir competitividade e acesso a crédito em condições favorecidas. “O FCO impulsiona o desenvolvimento ao oferecer recursos com taxas subsidiadas, permitindo que empresários ampliem suas atividades, invistam em produção e tenham acesso a capital de giro. Em um cenário de juros elevados e instabilidade econômica, esse instrumento se torna ainda mais relevante para manter o dinamismo dos negócios”, destacou.

O secretário também ressaltou o desafio de ampliar a utilização dos recursos, especialmente diante do cenário recente no campo.“A atividade agrícola enfrenta um momento de cautela após três safras impactadas, o que reduz o apetite por novos investimentos. Ainda assim, observamos setores em expansão, como a cadeia da celulose e o surgimento de novas atividades, como a citricultura, que já começa a demandar crédito”, pontuou.

A realização da reunião durante a Expogrande, conforme destacou o secretário-executivo Rogério Beretta, também teve como objetivo ampliar a divulgação das linhas de financiamento. “A feira reúne produtores, empresários e investidores, sendo uma oportunidade estratégica para apresentar as possibilidades de acesso ao crédito, especialmente para aquisição de máquinas, inovação tecnológica e expansão de negócios”, afirmou.

Beretta enfatizou ainda a necessidade de estimular maior participação do setor empresarial, que historicamente utiliza menos os recursos do fundo em comparação ao setor rural. “Há uma parcela significativa dos recursos disponível para indústria, comércio e serviços, incluindo projetos de construção, ampliação e modernização. É fundamental que o empresário busque informações e aproveite essas oportunidades”, reforçou.

Entre as iniciativas recentes, destacam-se linhas específicas como o FCO Jovem, voltado a empreendedores de até 29 anos, e o FCO Mulher, com condições diferenciadas para empresas lideradas por mulheres, ampliando o acesso ao crédito e incentivando novos negócios. Os recursos do FCO são operacionalizados por agentes financeiros, como o Banco do Brasil e cooperativas de crédito. Os interessados podem procurar as instituições para obter orientações sobre financiamento para investimento, custeio ou capital de giro.

Parceria com as cooperativas

O presidente da Central Sicredi Brasil Central, Celso Figueira, destacou a importância da atuação das cooperativas na distribuição dos recursos. “Atualmente, somos o segundo maior repassador do FCO na região Centro-Oeste e a principal instituição privada nesse segmento. Isso demonstra a força do cooperativismo e a confiança dos produtores e empresários nesse modelo, que contribui diretamente para o desenvolvimento regional”, afirmou.

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