
Um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel foi deflagrado neste sábado (28) contra o Irã, em ação classificada como “preventiva” pelas duas nações. Segundo a AnsaFlash, a ofensiva ocorre após semanas de declarações duras do presidente americano Donald Trump contra o regime iraniano, no poder desde a Revolução Islâmica de 1979.
Batizada de “O Rugido do Leão” por Israel e “Fúria Épica” pelos EUA, a operação envolveu bombardeios aéreos e marítimos contra ao menos 30 alvos estratégicos. Em vídeo publicado na rede Truth Social, Trump afirmou que a iniciativa visa “eliminar ameaças iminentes” e proteger cidadãos americanos. Segundo ele, o objetivo central é impedir que Teerã avance no desenvolvimento de armas nucleares.
Os ataques ocorreram apenas dois dias após uma rodada de negociações em Genebra, na Suíça, sobre o programa nuclear iraniano. O governo americano sustentou que já havia “obliterado” capacidades nucleares do país em bombardeios realizados em junho do ano passado. Trump declarou que tentou firmar um acordo, mas acusou o regime iraniano de recusar qualquer concessão relacionada às ambições nucleares.
Em pronunciamento, o presidente dos EUA fez um apelo direto à Guarda Revolucionária e às forças de segurança iranianas para que “deponham as armas”. Ele também enviou mensagem à população do país, dizendo que “a hora da liberdade está próxima” e incentivando os cidadãos a assumirem o controle do próprio destino após o fim das operações militares.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, agradeceu a Trump pela “liderança histórica” e afirmou que a ofensiva cria condições para que o povo iraniano “assuma as rédeas do próprio destino”. O governo israelense fechou o espaço aéreo, reforçou a segurança na fronteira com o Líbano e convocou reservistas. Netanyahu argumentou que não se pode permitir que o regime dos aiatolás obtenha armas nucleares capazes de ameaçar a região e o mundo.
Entre os alvos atingidos estariam estruturas militares e políticas em Teerã, incluindo áreas próximas ao quartel-general das Forças Armadas e ao Ministério da Inteligência. Também houve registros de explosões no aeroporto da capital e em cidades como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Áreas ligadas ao líder supremo Ali Khamenei teriam sido afetadas, embora ele tenha sido levado para local seguro. O gabinete do presidente Masoud Pezeshkian também sofreu danos, mas o mandatário foi declarado ileso.
Há relatos não confirmados sobre a possível morte do comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e do ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh. A emissora israelense Canal 12 informou que houve “graves perdas” entre forças de segurança iranianas, com dezenas de mortos e feridos. A ofensiva foi celebrada por Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, que declarou estar “próximo da vitória final”.
A resposta de Teerã foi imediata. O governo iraniano lançou dezenas de mísseis contra Israel, acionando sirenes em diversas cidades, incluindo Jerusalém e Tel Aviv. Além disso, mísseis e drones foram disparados contra bases americanas no Bahrein, no Catar e nos Emirados Árabes Unidos, em operação denominada “Promessa da Verdade 4”. Explosões também foram registradas no Kuwait, em Riad, na Arábia Saudita, e nas proximidades do consulado dos EUA em Irbil, no Iraque. Segundo autoridades dos Emirados Árabes, uma pessoa morreu em Abu Dhabi após ser atingida por destroços de projéteis interceptados. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que o país está “ainda mais preparado para defender-se em todos os momentos”.




















