Novo titular diz que abriu mão de projeto pessoal para atender convite do governador e consolidar modelo de gestão que transforma Mato Grosso do Sul

Ao aceitar o convite para comandar a Casa Civil de Mato Grosso do Sul, o advogado e primeiro suplente de deputado federal Walter Carneiro Júnior (PP) deixou claro que a decisão representa mais que uma nomeação técnica — é um gesto político.
Segundo ele, abrir mão de um projeto pessoal foi uma escolha consciente em favor da continuidade administrativa e da consolidação do modelo de gestão liderado pelo governador Eduardo Riedel (PP).
“Eu abri mão de um projeto pessoal, da minha candidatura a deputado federal, que já se mostrou viável e representativo na eleição passada, para atender a um pedido do governador e ajudar a construir um projeto de sua reeleição e de eleição do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) para o Senado”, afirmou.
A nomeação de Walter foi publicada no Diário Oficial do Estado de segunda-feira (27), junto com a exoneração de Eduardo Rocha (MDB), que deixa o cargo para se dedicar à pré-campanha de 2026.
Antes adjunto, Waltinho, como é popularmente conhecido, passa a responder pela articulação do governo com prefeituras, Assembleia Legislativa e partidos da base, além de coordenar o relacionamento político do Executivo.
Compromisso com o desenvolvimento
Ao justificar a decisão de comandar a pasta, Waltinho destacou o projeto de transformação econômica e social em curso no Estado, iniciado na gestão de Reinaldo Azambuja e ampliado com Eduardo Riedel.
“Eu aceitei porque entendo que esse projeto é um modelo de gestão que vem transformando Mato Grosso do Sul. É um Estado que diversifica sua matriz econômica, fortalece a agroindústria e cria oportunidades reais de trabalho e renda. Hoje, são mais de R$ 120 bilhões em investimentos privados, com as duas maiores plantas industriais do Brasil em construção aqui. Isso é fruto de um ambiente seguro, estável e preparado para crescer”, ressaltou.
Ele também enfatizou que o atual momento é de consolidação dessa transformação, que envolve não apenas a economia, mas também a educação, a assistência social e a melhoria da qualidade de vida da população.
“O Mato Grosso do Sul de hoje é muito diferente do de dez anos atrás — e será ainda mais avançado nos próximos cinco anos. É um projeto de Estado, que precisa ser consolidado”, completou.
Experiência e trânsito político
Natural de Dourados, Walter Carneiro Júnior tem 49 anos e uma formação sólida que combina Direito, Publicidade e Marketing, com pós-graduação em Planejamento Estratégico e capacitação em Governança Corporativa pela FDC (Fundação Dom Cabral ).
Com trajetória marcada pela gestão eficiente e pelo diálogo político, ele foi secretário de Fazenda de Dourados, diretor-adjunto da Semadesc, consultor técnico na Câmara dos Deputados, em Brasília, e diretor-presidente da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), a qual elevou a condição de uma das cinco companhias públicas de saneamento mais rentáveis do Brasil.
DNA Político
Filho de Walter Benedito Carneiro, ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o novo secretário carrega a herança política de um dos nomes mais emblemáticos da história do Estado — responsável pela criação da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), com sede na cidade de Dourados, berço político da família. A marca de diálogo e de compromisso público do pai é apontada como traço presente também na atuação do filho.
Articulação e liderança
Com trânsito entre diferentes correntes partidárias, inclusive de oposição, Walter Carneiro Júnior é visto por analistas como um dos principais articuladores políticos do governo Riedel. Sua nomeação para a Casa Civil reforça a busca por estabilidade e unidade no segundo ciclo da gestão estadual, pavimentando o caminho para o projeto de reeleição em 2026.




















