segunda-feira, 20 - abril - 2026 : 11:48

Racismo em jogo do Palmeiras pela Libertadores Sub-20 gera indignação e reações no Brasil

Luighi chora no banco de reservas após sofrer ofensa racista – Foto: Reprodução

Até quando casos de racismo acontecerão no futebol brasileiro, sul-americano e mundial sem que as autoridades tomem uma providência? Nesta quinta-feira, em jogo do Palmeiras e Cerro Porteño, no Paraguai, um torcedor, com uma criança no colo, fez gestos racistas imitando um macaco durante a partida válida pelas Libertadores Sub-20.

O alvo foi o atacante Luighi, do Palmeiras. O episódio ocorreu enquanto o jogador era substituído, com o placar marcando 3 a 0 para o time brasileiro. Apesar da denúncia imediata ao árbitro, nenhuma providência foi tomada.

Após o jogo, visivelmente abalado, Luighi cobrou um posicionamento firme contra o racismo. Em lágrimas, questionou a falta de repercussão do caso e exigiu medidas da Conmebol. “O que fizeram comigo foi um crime. Até quando vamos passar por isso? A Conmebol vai fazer o quê?”, desabafou o jovem atleta, expressando indignação diante da recorrência desse tipo de agressão.

O Palmeiras classificou o episódio como “inadmissível” e garantiu que buscará punição aos responsáveis. O clube reforçou seu apoio ao jogador e lamentou a repetição de casos de racismo envolvendo equipes brasileiras em torneios continentais. “Iremos até as últimas instâncias para que todos os envolvidos sejam responsabilizados”, declarou a diretoria alviverde em nota oficial.

Clubes rivais também manifestaram solidariedade ao atleta e condenaram o ocorrido. Corinthians, São Paulo e Santos prestaram apoio a Luighi e ressaltaram a necessidade de combater o racismo no futebol. O São Paulo elogiou a coragem do jogador e destacou que ele representou milhões de pessoas que sofrem com esse crime. O Corinthians e o Santos reforçaram a importância de unir forças além das rivalidades para enfrentar episódios de discriminação.

A Conmebol, por sua vez, afirmou repudiar qualquer ato de racismo ou discriminação e prometeu adotar medidas disciplinares. No entanto, diante da reincidência desses casos em competições sul-americanas, a falta de punições efetivas segue como uma grande preocupação para clubes e atletas brasileiros.

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