quinta-feira, 23 - abril - 2026 : 11:24

Ucrânia rebate Putin e nega ‘progresso’ em negociações

Refugiados ucranianos chegam em Roma, na Itália – Foto: ANSA

A Ucrânia rebateu o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e negou nesta sexta-feira (11) que tenha havido qualquer tipo de progresso nas negociações entre os dois países.

Em entrevista à Bloomberg, o ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, falou em “avanço zero”. “É difícil para mim entender a que tipo de progresso o presidente Putin estava se referindo”, acrescentou o chanceler.

Horas antes, Putin dissera ao presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, que haviam sido feitos “alguns progressos” nas conversas com Kiev, mas sem citar quais avanços seriam esses.

Na última quinta (10), Kuleba se reuniu com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, na Turquia, e saiu do encontro frustrado.

“Não fizemos nenhum progresso em relação ao cessar-fogo. Parece que há outras pessoas que decidem sobre isso na Rússia”, declarou o ministro ucraniano na ocasião.

Além desse encontro, já foram realizadas três rodadas de conversas em Belarus, mas ainda não há data para um quarto encontro. A Rússia exige a desmilitarização da Ucrânia e o reconhecimento da soberania de Donbass e da anexação da Crimeia para interromper sua invasão.

Mais de 30 mil ucranianos já fugiram para Itália

Mais de 30 mil ucranianos já fugiram para a Itália desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro.

Segundo dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira (11), cerca de 4,5 mil refugiados chegaram no último período de 24 horas, elevando o total para 31.287, sendo 15.830 mulheres, 12.676 menores de idade e 2.781 homens.

Para efeito de comparação, cerca de 67 mil deslocados internacionais desembarcaram na Itália via Mediterrâneo em 2021 inteiro. Em 2022, o número de migrantes forçados que entraram no país pela via marítima é de 6 mil, de acordo com o Ministério do Interior, cinco vezes menos que o total de ucranianos.

Até o momento, a guerra na Ucrânia já gerou mais de 2,5 milhões de refugiados, sendo que o principal país de destino é a Polônia, que recebeu 1,5 milhão de pessoas.

Da AnsaFlash

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