Insônia pode causar irritação, dificuldade para se concentrar, entre outros problemas

Se você não tem esse problema, provavelmente conhece alguém que tenha dificuldades para dormir ou acorda durante a noite. Retratada em artigos e até em letras de música, a insônia é um dos principais distúrbios do sono. A longo prazo, pode causar irritação, dificuldade para se concentrar, sintomas de depressão, entre outros problemas. Segundo estimativa da Associação Brasileira do Sono, 73 milhões de brasileiros possuem insônia.

A qualidade do sono depende de diversos fatores, como a ambientação em torno deste momento. Aparelhos eletrônicos ligados, luminosidade e ruídos não podem estar presentes quando se há intenção de dormir bem. Camas do tipo box, adequadas para cada biotipo e travesseiros de espuma viscoelástica tem sido cada vez mais procurados pelos consumidores que buscam uma noite mais tranquila.

De acordo com o Instituto do Sono, referência mundial em pesquisas na área, a insônia tem muitas causas. Entre elas, estão problemas psiquiátricos como ansiedade, depressão, uso de alguns medicamentos a longo prazo, de bebida alcoólica e resposta anormal a estresses. A prescrição de medicamentos que ajudam a dormir e não provocam dependência química, associada a medidas comportamentais e cognitivas, são as melhores formas de tratamento. Os principais distúrbios do sono, além da insônia, são ronco e apneia do sono, narcolepsia, bruxismo, sonambulismo e síndrome das pernas inquietas.

Em 2016, a Pesquisa Nacional de Saúde feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que mais de 11 milhões de brasileiros usam medicamentos para dormir.

Sono deteriora com a idade

Uma pesquisa feita pelo Datafolha divulgada em 2018 descobriu que, conforme aumenta a idade, maior é a insatisfação com o sono. Em 2008, 68% dos idosos consideravam o sono como bom ou ótimo. Em 2017, esse número caiu para 54%. A piora tem a ver com o aumento de estímulos e atividades da vida contemporânea. Os dados mostram que, conforme a idade aumenta, a satisfação com o sono diminui.

Outro dado interessante é a correlação entre nível socioeconômico e qualidade do sono. Os que dormem melhor são aqueles com curso superior e com maior renda, tanto no total da população quanto entre os idosos. Tempo de deslocamento entre a casa e o trabalho e o tipo de serviço (como trabalho noturno) influenciam nessa variável.

De acordo com o Datafolha, as mulheres são as que mais sofrem com insônia. As queixas femininas de sono ruim ou péssimo são 50% maiores que a dos homens no geral, e chegam ao dobro entre os com 60 anos ou mais. Essa tendência também é observada em outras pesquisas e tem a ver com questões hormonais femininas.

Por causa da diferença hormonal, as mulheres precisam de mais horas dormidas para manter a disposição e o humor no dia seguinte. A chegada da menopausa também pode culminar em distúrbios do sono, como síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS), fato este observado pelo departamento de psicobiologia da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp).

Adolescentes

A Associação Brasileira do Sono (ABS) recomenda que os adolescentes entre 13 e 17 anos tenham 8 a 10 horas de sono. Por este motivo e estimulados por novas descobertas científicas, a associação lançou, no ano passado, um manifesto que defende o início das aulas de estudantes nessa faixa etária preferencialmente a partir das 8h30, “para garantir o mínimo de quantidade e qualidade de sono e um bom processo de aprendizagem”.

Dicas para dormir melhor

Abaixo, confira algumas dicas para ter noites melhores de sono:

  • Ter horários regulares para dormir e despertar.
  • Ir para a cama somente na hora de dormir.
  • Ter um ambiente de dormir adequado: limpo, escuro, sem ruídos e confortável.
  • Não fazer uso de álcool ou café, determinados chás e refrigerantes próximo ao horário de dormir.
  • Não fazer uso de medicamentos para dormir sem orientação médica.
  • Se tiver dormido pouco nas noites anteriores, evite dormir de dia.
  • Jantar moderadamente em horário regular e adequado.
  • Não levar problemas para a cama.
  • Realizar atividades repousantes e relaxantes preparatórias para o sono.
  • Ser ativo física e mentalmente.

Fonte: Instituto do Sono